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Polícia Militar apreende adolescente suspeito por tentativa de homicídio em Cáceres

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MATO GROSSO

Policiais militares do 6º Comando Regional apreenderam nesta quarta-feira (18.3) um adolescente, de 15 anos, suspeito por tentativa de homicídio e prenderam um homem e uma mulher, de 34 anos, por porte ilegal de arma de fogo em Cáceres (220 km de Cuiabá). Na ação, as equipes recolheram um revólver, cinco munições calibre .38 e três aparelhos celulares.

O menor é apontado como autor de uma tentativa de homicídio, na madrugada de terça-feira (17.3), no bairro Vila Nova. Na ocasião, dois homens teriam invadido uma residência, efetuado disparos de arma de fogo e atearam fogo em um dos cômodos. Um homem, de 59 anos, foi baleado na axila.

A vítima relatou que ouviu disparos na casa vizinha, gritou por socorro na intenção de afastar os suspeitos, que logo invadiram sua casa, que fica no mesmo terreno da residência que era alvo dos denunciados.

Após ação criminosa, os suspeitos fugiram em bicicletas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para socorrer a vítima até uma unidade de saúde, tendo em vista que os militares já haviam contido as chamas no local.

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Diante dos fatos, os policiais militares reforçaram o patrulhamento tático e ostensivo no município. Durante rondas, as equipes flagraram o motorista de aplicativo recebendo um objeto suspeito de um homem, no bairro Carvalhada.

Os policiais realizaram abordagem do condutor e localizaram o armamento enrolado em diversos tecidos, dentro de uma sacola, no banco dianteiro do passageiro. À PM, o homem relatou que aceitou o chamado no valor de R$ 30 acreditando, inicialmente, que transportaria um passageiro. No entanto, foi informado que era apenas para levar a encomenda.

Os militares identificaram que o condutor iria até uma residência, no bairro Jardim Aeroporto. Os policiais acompanharam o homem até o local e flagraram um suspeito tentando fugir pelo muro, sendo detido em seguida.

Ainda na casa, os policiais efetuaram abordagem de uma mulher e um adolescente. A suspeita é apontada por dar apoio logístico a integrantes de facção criminosa. Já o menor confessou participação na tentativa de homicídio no bairro Vila Nova, acompanhado de um comparsa e que a arma apreendida foi utilizada no crime.

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Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.


Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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