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Polícia Civil identifica responsáveis por desaparecimento e homicídio de adolescente em Rondonópolis

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MATO GROSSO

A Delegacia de Homicídios de Rondonópolis concluiu a investigação sobre o desaparecimento e morte de um adolescente, ocorrido no início deste mês, e indiciou três pessoas pelos crimes. Dois envolvidos estão presos e um terceiro é procurado pela Polícia Civil.

No dia 10 de janeiro, a delegacia recebeu o registro do desaparecimento de Carlos Henrique Rosa Rezende Costa, de 16 anos. De acordo com a mãe do menor, ele saiu de casa no dia 8 de janeiro, por volta das 15h30, dizendo que procuraria um emprego e não mais retornou à residência.

A equipe policial iniciou imediatamente as diligências e descobriu que o adolescente pegou um carro de transporte de aplicativo ao sair de casa. O motorista foi identificado e confirmou que levou Carlos Henrique até o Shopping Popular. A equipe da DHPP apurou que após chegar nas proximidades do centro comercial, o adolescente subiu em uma motocicleta, que o aguardava no local, e saiu.

Diligências

Depois de outras buscas pela cidade, os investigadores conseguiram identificar o piloto da motocicleta, B.S.D.O, de 27 anos, irmão da namorada do adolescente. Ele foi flagrado quando tentava sair de Rondonópolis, na tarde de 10 de janeiro, em um ônibus com destino a Jataí (GO).

O suspeito foi conduzido à delegacia e durante interrogatório confirmou que deixou Carlos Henrique perto de uma rotatória e o entregou a dois homens que estavam armados. Depois disso, recebeu o valor de R$ 400,00 como recompensa e foi embora. Ele declarou ainda que quando entregou o adolescente no local combinado estava ciente de que ele seria morto em seguida e se aproveitou da confiança que tinha com a vítima para atraí-lo sem que ele desconfiasse que se tratava de uma emboscada.

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Ao ser questionado sobre quem o contratou, o suspeito declarou que tinha sido Edson Prada de Moraes, de 39 anos. O crime foi motivado pelo fato de uma antiga companheira de Edson ter se relacionado com o adolescente.

B.S.D.O. foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e resistência. O flagrante foi convertido em prisão preventiva e ele segue preso.

O delegado responsável pela investigação, João Paulo Praisner, representou pela prisão preventiva de Edson Prada, que foi deferida pela Justiça. Ele é considerado foragido.

Mandados de buscas e prisões

Ainda durante a investigação sobre o desaparecimento do adolescente, no dia 15 de janeiro, a equipe da DHPP cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar contra J.M.D.A.F, de 46 anos de idade.

Ele foi identificado como o proprietário da motocicleta utilizada para levar o adolescente até o local determinado por Edson Prada. Em interrogatório, o dono da moto confirmou que tinha prévio conhecimento que o adolescente seria morto. O investigado também confirmou a motivação para o crime.

Ainda na semana passada, a equipe policial cumpriu outros dois mandados de buscas em duas residências. Um dos imóveis, no bairro Dom Osório, foi identificado como o local para onde o adolescente foi levado após a emboscada. Na casa foram apreendidos documentos e materiais que vinculam Edson Prada como o responsável pelo local. A casa dele também foi alvo de buscas.

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Sumiço do corpo

A investigação reuniu informações que confirmaram que Carlos Henrique foi morto ainda na tarde de 8 de janeiro, em uma região de mata. Um dos investigados presos disse ter ouvido que Edson planejava levar o corpo até um local conhecido por ‘sumidouro’ na região de Itiquira.

As equipes da DHPP, com apoio do Corpo de Bombeiros, realizaram diligências na região, porém o corpo do adolescente não foi localizado até o momento.

O delegado João Paulo Praisner destacou que o inquérito foi concluído na última sexta-feira (17), com o indiciamento dos dois investigados que estão presos e também do criminoso foragido pelos delitos de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e sequestro.

Informações que possam levar ao paradeiro de Edson Prada de Moraes podem ser encaminhadas aos telefones de denúncia das forças de segurança. Quem tiver informações sobre a localização do corpo do adolescente pode entrar em contato com as Polícias Civil ou Militar pelos números 197 e 190.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Curso de extensão do MPMT aprimora técnicas investigativas

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) iniciou, na segunda-feira (14), o Curso de Extensão “Ferramentas e Técnicas para Operações Práticas no Processo de Investigação”, promovido pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI) em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. A capacitação segue até o dia 22 de setembro, na sede da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), em Cuiabá, reunindo agentes da Corregedoria da Polícia Militar, assessores da Promotoria de Justiça Militar e da Vara da Justiça Militar.Com carga horária de 28 horas, a iniciativa integra o projeto estruturante “Integração em Rede”, previsto no Planejamento Estratégico do MPMT e desenvolvido pelo CSI. O objetivo é ampliar a articulação entre instituições e fortalecer a qualificação técnica de profissionais que atuam nas áreas de segurança pública, inteligência e investigação, contribuindo para a melhoria dos processos investigativos e para uma atuação mais eficiente no enfrentamento à criminalidade.A programação aborda temas como a utilização do Sistema Janus, inteligência artificial aplicada à produtividade, análise preditiva em licitações e contratos públicos, ferramentas de inteligência voltadas à identificação de ilícitos em aquisições públicas, investigação financeira e patrimonial, cadeia de custódia de dispositivos digitais e análise de evidências forenses. “O curso busca fortalecer a articulação interinstitucional e promover o aperfeiçoamento técnico dos profissionais que atuam nas áreas de segurança pública, inteligência e investigação. Ao desenvolver competências relacionadas ao uso de ferramentas e técnicas forenses aplicadas ao processo investigativo, ampliamos a capacidade técnica e operacional dos participantes, contribuindo para investigações mais eficientes, qualificadas e alinhadas às atuais demandas institucionais”, explicou o coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus.Ao todo, 40 participantes foram selecionados para o curso, realizado na modalidade presencial, com certificação destinada aos inscritos que cumprirem os requisitos de frequência.Sobre o projeto estratégico – Voltado ao fortalecimento da interlocução entre os órgãos internos de investigação e inteligência do Ministério Público de Mato Grosso, o projeto “Integração em Rede” busca ampliar a atuação colaborativa entre as unidades, aperfeiçoando mecanismos de cooperação e integração institucional. Além de fomentar o alinhamento interno, a iniciativa contempla ações de articulação com órgãos parceiros, contribuindo para o fortalecimento da rede de enfrentamento ao crime organizado.O projeto está alinhado ao objetivo estratégico institucional de fortalecer a atividade investigativa, a inteligência e as ações de enfrentamento ao crime organizado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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