CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Polícia Civil de MT registrou 15 mil medidas protetivas contra violência doméstica

Publicado em

MATO GROSSO

Entre janeiro e dezembro de 2022, a Polícia Civil de Mato Grosso registrou quase 15 mil medidas protetivas em todo o Estado, sendo que 4.165 delas tiveram o botão do pânico autorizado judicialmente e 395 mulheres acionaram o serviço virtual. Os dados fazem parte de um relatório de diagnóstico e acompanhamento, que é elaborado pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil anualmente há três anos.

“As medidas protetivas de urgência garantem a proteção imediata das vítimas. Isso está demonstrado nos números de medidas solicitadas nas delegacias, assim como a confiabilidade que as mulheres têm neste instrumento quando comunicam a quebra de medidas, passo imprescindível para a preservação das vítimas e prevenção aos feminicídios”, pontuou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

As análises da Diretoria de Inteligência auxiliam na compreensão de peculiaridades e identificação do que pode ser melhorado no atendimento a políticas de prevenção à violência de gênero, e permitem que a Polícia Civil avance na qualidade das apurações e tipificação penal dos crimes.

Um exemplo foi a criação do aplicativo SOS Mulher MT, sistema que reúne a solicitação de medidas protetivas online, botão do pânico virtual, entre outros serviços, ferramentas importantes para auxiliar e apoiar vítimas de violência doméstica. O desenvolvimento do sistema e o funcionamento contaram com a colaboração do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e da Secretaria de Estado de Segurança Pública. O aplicativo permite acesso a outras funcionalidades, como telefones de emergência, denúncias e a Delegacia Virtual.

Investigações e prisões

No ano passado, Mato Grosso registrou 101 mortes de mulheres. Destas, 47 foram enquadradas como crimes de homicídios qualificados pela violência de gênero, ou seja, feminicídios. Entre as vítimas dos feminicídios, apenas três delas tinham medida protetiva e, em 12 casos, as mulheres já possuíam algum registro anterior de violência doméstica contra os autores dos crimes.

Leia Também:  Polícia Civil prende em flagrante um dos autores de roubo a residência; vítimas foram mantidas 10h em poder dos criminosos

“Esse levantamento analítico sobre as mortes violentas de mulheres ajuda a Polícia Civil a conhecer e trabalhar na elaboração de ações de enfrentamento a violência contra as mulheres, para redução dos feminicídios em Mato Grosso”, acrescentou a delegada-geral.

O levantamento traz um perfil completo da situação investigativa dos casos registrados, local e meio empregado nos crimes de homicídios de vítimas femininas, perfis das vítimas, vínculo entre vítimas e autores dos crimes, índice de esclarecimento dos homicídios e os efeitos da violência contra mulheres.

Perfis dos crimes

Dos 101 homicídios registrados, 68% deles foram esclarecidos e 63 autores foram presos em flagrante ou por mandado de prisão. Destes, 39 tinham alguma passagem criminal.

Ainda em relação ao perfil dos autores, o estudo apontou que 53% deles têm idade entre 18 e 39 anos. Cinco cometeram suicídio logo após matar as vítimas e quatro foram mortos.

A maioria dos homicídios contra vítimas femininas ocorreu nos meses de abril (12) e julho (10) e os dias da semana com mais ocorrências foram as sextas, sábados e domingos. Quase metade das mortes foi provocada por arma de fogo (45%) e outras 31% por arma branca.

Rondonópolis foi a cidade com mais registros no estado, 13 mortes de mulheres, sendo sete delas feminicídios.

“Esse estudo nos permite um cenário de compreensão de quem é essa mulher vítima de homicídio, os autores e explorar as metodologias de como a instituição trabalha a apuração dessa modalidade criminosa. Números que vão muito além da estatística, que mostram onde e como as instituições do sistema de segurança e de justiça podem trabalhar para avançar na proteção da mulher e na prestação de serviços”, apontou o diretor de Inteligência, delegado Juliano Carvalho.

Leia Também:  Atividades de mineração mais licenciadas pela Sema-MT são para uso da construção civil

Botão do pânico e medida online

Pelo endereço http://sosmulher.pjc.mt.gov.br, a vítima de violência doméstica ou familiar pode solicitar a medida protetiva de urgência online, sem a necessidade de se deslocar até uma delegacia.

No ano passado, a Polícia Civil de Mato Grosso aprimorou o aplicativo SOS Mulher MT. Desde então, após a vítima preencher todos os dados no formulário do site, a medida é analisada e deferida pela autoridade policial, com validade por cinco dias, prazo para que o pedido seja avaliado por um juiz Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar.

O serviço está disponível para todos os tipos de violência doméstica, exceto a sexual. O aplicativo permite, ainda, que a mulher tenha acesso ao Botão do Pânico, um pedido de socorro no formato virtual, que pode ser acionado quando o agressor descumpre a medida protetiva. Ao acionar o botão, em 30 segundos o pedido chega ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que enviará a viatura mais próxima, em socorro à vítima.

O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, para mulheres das cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, onde há unidades do Ciosp. 

Nas demais cidades do Estado, o aplicativo pode ser acessado para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher no estado, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências. 

Fonte: GOV MT

Propaganda

MP MT

MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

Publicados

em

A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

Leia Também:  Governo de Mato Grosso garante fornecimento regular de itens essenciais para higiene e bem-estar de detentos

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA