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PM apreende suspeitos de envolvimento em homicídio com auxílio de câmeras do Vigia Mais MT

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MATO GROSSO

Imagens captadas por uma câmera do programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), ajudaram a Polícia Militar a identificar os três autores de um homicídio registrado em Alto Paraguai (200 km de Cuiabá). O crime ocorreu na noite de quarta-feira (31.01) e dois adolescentes que participaram foram apreendidos nesta quinta-feira (01.02).

A PM checou as imagens da Segurança Pública e descobriu a identidade dos adolescentes. Abordados em uma residência no bairro Centro, eles contaram que um suspeito identificado pelas iniciais C.D. (que está foragido) teria determinado que eles atraíssem a vítima para uma emboscada a fim de executá-la.

Os adolescentes, então, venderam R$ 100 em entorpecente para a vítima e combinaram o ponto de entrega. Os suspeitos foram ao local e, quando a vítima se aproximou, o suspeito que está foragido atirou e matou o rapaz. Conforme o registro da câmera de segurança, o trio chega a pé ao local do crime e a vítima também. Segundos depois, a vítima é morta a tiros.

Após o homicídio, os adolescentes fugiram para casa, onde foram apreendidos. No local também havia um casal de adolescentes que usava droga naquele momento. O casal disse ter conhecimento do crime e foi apreendido com uma porção de maconha. A PM também prendeu um suspeito de 19 anos em outra casa. Ele teria ajudado a esconder a arma usada no homicídio.

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Os cinco suspeitos, que também seriam membros de uma organização criminosa, foram encaminhados para Delegacia de Polícia Civil, que continuará as investigações. As buscas pelo foragido também permanecem.

Monitoramento

O programa Vigia Mais MT foi lançado pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto Roveri, em 2023. Em todo o estado serão distribuídas 15 mil câmeras entre fixas, speed domes e OCRs (que permitem a leitura de placas de veículos). O investimento aproximado é de R$ 30 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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