MATO GROSSO
Pantanal encanta operadores norte-americanos e se consolida como novo safári das Américas
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso articulou, em parceria com a Embratur e o Sebrae/MT, uma importante ação de promoção internacional do Pantanal como destino de safári para operadores de turismo dos Estados Unidos e Canadá. O famtour, viagem de familiarização, ocorreu entre os dias 17 e 23 de maio e reuniu sete representantes de grandes operadoras especializadas em ecoturismo e vida selvagem, como parte de uma estratégia iniciada ainda em 2024 para consolidar o bioma pantaneiro no mercado internacional.
A ação é resultado de diversas reuniões técnicas com a Embratur, que realizou uma pesquisa de interesse entre operadoras estrangeiras. O estudo revelou uma crescente demanda dos norte-americanos por destinos de natureza exuberante, colocando o Pantanal em evidência frente a tradicionais roteiros africanos de safári.
“O nosso Estado é enorme, com imensas potencialidades, mas quando falamos em público internacional, o Pantanal é nosso carro-chefe. Trazer operadores para vivenciar essa experiência é fundamental. A partir do momento que vivem isso, eles vendem com propriedade”, destacou a secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Maria Letícia Costa.
Durante o famtour, os operadores visitaram locais como a Fazenda Maués e a Baía de Siá Mariana, além do Museu da Viola de Cocho. Eles puderam vivenciar de perto a fauna, flora, a cultura e a hospitalidade pantaneira.
Essa estratégia de promoção se estende até o fim do ano com a realização da Galeria Visit Brasil – Pantanal, prevista para ocorrer de 28 de outubro a 1º de novembro em Nova York. A mostra reunirá imagens, sons, sabores e experiências autênticas do Pantanal, apresentando-o como um safári sul-americano com espécies únicas, como a onça-pintada, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará, além de um rico repertório cultural e gastronômico.
“Selecionamos operadores que já vendem safáris africanos e não conheciam o Pantanal Norte. Nosso objetivo é posicionar o Brasil, e especialmente Mato Grosso, como alternativa competitiva ao turismo de natureza internacional”, explicou a coordenadora de articulação com o trade nacional da Embratur, Carina Câmara. Ela destacou ainda que a ação visa atrair um novo perfil de turista, potencializando a inserção do produto Pantanal nas prateleiras internacionais.
O impacto imediato já é perceptível. Segundo a gestora estadual de Turismo do Sebrae/MT, Fabíola Lima, durante a rodada de negócios promovida no dia 21 de maio, foram contabilizadas 65 negociações com potencial de movimentar R$ 17,8 milhões na economia do estado.
“O foco é fortalecer os pequenos negócios do bioma e ampliar sua atuação no mercado internacional. É uma forma de gerar oportunidades sustentáveis com base no turismo responsável e nas experiências autênticas”, afirmou.
Para o operador Peter de Sousa, que atua no Colorado (EUA) e cresceu no Quênia, o Pantanal surpreendeu.
“Já fiz muitos safáris na África. O Pantanal foi um dos meus melhores. A diversidade de aves e espécies únicas é incrível. Não se trata de comparar com a África, mas sim de reconhecer que ambos oferecem experiências de altíssimo nível. E já quero voltar ano que vem com minha família”, disse.
Além da articulação com operadoras, a Embratur trabalha em parcerias estratégicas com canais internacionais, como a National Geographic, para ampliar o alcance e o reconhecimento do Pantanal mato-grossense como um dos principais destinos de vida selvagem do mundo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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