MATO GROSSO
Nova estrutura e profissionais auxiliam crianças em vulnerabilidade
MATO GROSSO
Cuiabá ganha mais uma opção de acolhimento para crianças com idades entre 2 e 12 anos. A Casa da Criança Cuiabana nº 8 foi inaugurada com a presença de autoridades e pessoas que trabalharão com os novos moradores muito em breve. Uma estrutura montada para abrigar a garotada que ficará na casa para o retorno às famílias de origem ou que serão disponibilizadas para Adoção. A maneira de se proteger as crianças possivelmente será reforçada pelo Programa Família Acolhedora. Sistema defendido pela Corregedoria, apoiado pela juíza da 1ª Vara da infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo dos Santos e que possivelmente terá reforço da Prefeitura. “Já conversei com o prefeito em exercício Estopa e com o prefeito Emanuel para partirmos para o Família Acolhedora. Estamos neste caminhar, pois tudo na Infância e Juventude é construído. Famílias logo serão capacitadas para receber uma ou duas crianças, dependendo se for grupo de irmão. Temos ainda que aprovar a Lei na Câmara Municipal e na sequência haverá treinamento para a equipe técnica e famílias. São avanços que determinam a melhoria da qualidade de vidas das crianças em vulnerabilidade. Além disso ainda teremos a reforma de mais de 40 escolas e a construção da sede dos seis Conselhos Tutelares. Ambas ações via Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)”, disse a juíza.
Em seu discurso o prefeito em exercício José Roberto Stopa, reafirmou a possibilidade de parceria. “Todos os países que investiram nas pessoas, na Educação, hoje são países desenvolvidos. A Finlândia, por exemplo, era um país destroçado, hoje é bem diferente. O que estamos fazendo é retribuir à sociedade cuiabana. O Programa Família Acolhedora é um programa que possibilita que a criança seja recebida por uma família e que tenha oportunidades”. Ele ainda agradeceu a toda equipe envolvida na casa da criança e destacou a importância da construção de bons ambientes e condições para que os meninos e meninas se desenvolvam da melhor maneira.
“Quando pensamos em mudar do Lar das Crianças para Casas Lares, eu e o então promotor José Antônio Borges, hoje procurador-geral de Mato Grosso, visamos esta modalidade. Casas alugadas, com custos menores, mas com bom padrão de qualidade. Enquanto estiverem aqui, as crianças deverão ter total atenção do Poder Público. As casas têm regimento interno, uma rotina estabelecida, incluindo pequenas atividades para desenvolverem o senso de responsabilidade e pertencimento, como cada um arrumar a sua própria cama. Isso inclusive está previsto no próprio Estatuto da Criança e Adolescentes”, informou a ajuíza Gleide Bispo. Ela ainda ressaltou que as outras casas atendem públicos distintos, como autistas e crianças e adolescentes em home care, além de crianças com deficiência, casa destinada a adolescentes do sexo masculino e outra casa, exclusiva do sexo feminino.
O responsável pela casa, Paulo Roberto Campos Simões, falou sobrea rotina. “Aqui seguimos um padrão. As crianças acordam e tomam café, algumas já vão para a aula, outras já se envolvem com as atividades da casa. Se temos padrinhos sociais arrumamos atividades extras, também temos na rede municipal com a possibilidade de atividades extras para elas, incluindo atividades esportivas, tratamentos e reforços escolares. Eles são acompanhados o tempo todo. Nossa equipe trabalha 12h/36h, além disso temos 30 câmeras que possibilitam o acompanhamento via sistema”, revelou Paulo Simões.
“Uma casa dessa foi pensada para ser uma casa acolhedora. Todos os detalhes foram feitos com muito amor e carinho. É como uma mãe que está à espera de um filho. Ela se prepara da melhor maneira. Essas crianças passaram por traumas e experiências ruins, mas precisam se recuperar e tocar suas vidas”, ressaltou a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), ligada à Corregedoria-Geral da Justiça, Elaine Zorgetti Pereira, que foi acompanhada pela gestora administrativa, Ivone Leite Moreira Moura.
#Paratodosverem Fonte: Tribunal de Justiça de MT
MP MT
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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