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Mato Grosso inicia teleconsulta com especialistas pela plataforma Saúde Digital

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) iniciou os atendimentos por meio da nova plataforma de Saúde Digital. O projeto é integralmente disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem o propósito de auxiliar os profissionais de saúde no atendimento direto à população, por meio da telemedicina.

O projeto conta com a parceria do Hospital Israelita Albert Einstein, que disponibilizará o ambulatório digital com profissionais especialistas da instituição, e do Instituto Laura Care, que ofertará ambulatório digital com especialistas que já atuam no SUS em Mato Grosso.

O foco são as teleconsultorias e teleconsultas entre o médico especialista, o paciente e o médico assistente das Unidades de Saúde da Família dos municípios, com suporte diagnóstico e terapêutico. Serão atendidos pacientes que aguardam por consultas especializadas na fila de regulação.

Para a professora aposentada Eni Alves de Carvalho, residente do município de Pedra Preta, a experiência da teleconsulta foi excelente. “Foi uma experiência muito boa. Fui a primeira paciente a ser atendida pela telemedicina aqui na Unidade de Saúde da Família do Vale do Jurigue e a minha nota para o programa é 10. Tanto o médico do PSF quanto a médica do Hospital Albert Einsten foram nota 10”, disse ela, satisfeita.

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Como forma de otimizar o serviço ofertado pelo SUS, a plataforma de Saúde Digital oferece sete especialidades clínicas: endocrinologia, neurologia, neurologia pediátrica, pneumologia, cardiologia, psiquiatria e reumatologia.

Para o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, o projeto tornará a assistência básica mais resolutiva e facilitará o acesso da população às avaliações de médicos especialistas. “O uso desta plataforma desafogará as unidades especializadas. A experiência mostra que é possível reduzir em até 90% a necessidade de consultas presenciais com especialista”, disse.

O superintendente de Atenção à Saúde da SES, Diógenes Marcondes, avalia que o programa de Saúde Digital trará ganhos para toda a rede do SUS. “O cidadão terá acesso às consultas especializadas com mais rapidez, sem ter que esperar na fila da regulação. Os médicos das unidades básicas também estarão mais capacitados para atender a população, porque eles serão orientados diariamente por especialistas de renome em suas áreas de atuação”, acrescentou o gestor.

No atendimento diário aos pacientes, o médico clínico geral Henrique Sales, do município de Itiquira, avaliou que a telemedicina tem muito a contribuir para a rede pública de saúde. “É um processo de muito aprendizado. Pude receber conhecimento de uma especialista por meio de uma teleconsulta, houve um intercâmbio grande de conhecimento, então foi muito válido. Acho que será muito interessante para nossa saúde evoluir cada vez mais”, concluiu.

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A parceria com o Hospital Albert Einstein deve atender 25 municípios do Estado, sendo que o projeto já está em implantação nos 19 municípios da Região Sul. Já a parceria com o Instituto Laura Care deve ter a abrangência ampliada gradativamente para todos os 141 municípios do estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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