MATO GROSSO
Lugar de Fala
MATO GROSSO
Kabengele Munanga já ensinava há muito tempo que o racismo brasileiro “não é o pior, nem o melhor, mas ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o silêncio, o não dito”.
E uma das suas peculiaridades é esta proeza de existir de maneira silenciosa e invisível, de ser marcante e não ser percebido; marcante no aprofundamento de desigualdades e injustiças para milhões de negros brasileiros e com tamanha naturalidade, sem que seus malefícios à vida destes milhões sejam sequer notados pela parcela mais privilegiada da nossa estrutura social.
Outra de suas peculiaridades é essa característica bem curiosa da pessoa não-negra que não sofre racismo pretender ensinar aos negros que o sofrem diariamente, o que é ou não é racismo. Querer ensinar à vítima, sem viver a sua realidade, e sem conhecer a sua experiência pessoal de humilhação e de sofrimento, quando deve ou não manifestar a sua dor, dor esta que aflora no fundo da alma, e que só é conhecida na devida extensão e profundidade por quem verdadeiramente a vivencia. A quem não a sofre – e nem a conhece – cabe respeitar o sentimento alheio, e condenar sim o agente criminoso que pratica o racismo, mas não a sua vítima.
Em verdade, por exemplo, o persistente racismo suportado por Vinicius Jr. nos campos de futebol espanhóis (e sim, ele o suporta bravamente e com a dignidade altiva de quem luta e resiste) nos leva a uma inequívoca constatação: se nem a fortuna e a notoriedade por ele alcançados merecidamente o protegem do ódio e do racismo, imagine a humilhação e constrangimento a que são submetidos os milhões de negros anônimos por este Brasil brasileiro de preconceitos mil e inconfessáveis!
O racismo em nosso País é um problema sério e grave, e muito mais complexo do que o simplismo da ausência de empatia de quem não vive a sua triste experiência! Não conseguir enxergar que a maioria populacional negra deste País é uma maioria sem poder e marginalizada pela desigualdade de uma sociedade construída em quase quatrocentos anos de escravidão e racismo, é o exemplo acabado de quem só enxerga o mundo pela lente apenas dos seus próprios olhos e pelo interesse do seu próprio umbigo, completamente indiferente à sorte do seu semelhante!
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
MT Produtivo e Sustentável prorroga inscrições e dá mais prazo para entidades acessarem recursos
Associações e cooperativas da agricultura familiar de Mato Grosso ganharam mais tempo para apresentar propostas ao Projeto MT Produtivo e Sustentável. O prazo de inscrições foi prorrogado até 26 de outubro.
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) publicou um novo cronograma do Edital de Chamada Pública nº 002/2026/SEAF-MT, que prevê a seleção de organizações interessadas em receber apoio financeiro e técnico para fortalecer a produção e ampliar oportunidades no campo.
Segundo a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, a prorrogação reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com os produtores e amplia o acesso das organizações aos recursos do projeto.
“Não vamos deixar nenhuma associação, cooperativa ou organização de povos e comunidades tradicionais para trás por falta de tempo ou de orientação. O MT Produtivo e Sustentável foi criado para transformar a realidade de quem produz, gerar renda e fortalecer a agricultura familiar. Por isso, estamos ampliando o prazo e garantindo que mais entidades tenham condições de participar”, afirmou Andreia Fujioka.
A prorrogação acrescenta três semanas ao prazo inicialmente previsto e também altera as etapas seguintes do edital. A medida atende a solicitações de lideranças rurais e busca garantir mais tempo para que as organizações dos 61 municípios elegíveis possam reunir a documentação, preparar as propostas e elaborar seus planos de negócios.
Além de associações e cooperativas da agricultura familiar, podem participar organizações de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (PIPCQT) que atendam aos critérios estabelecidos no edital.
O MT Produtivo e Sustentável concentra investimentos em oito cadeias produtivas prioritárias: leite, olericultura, fruticultura, mandioca, café, cacau, meliponicultura e sociobiodiversidade.
O projeto também estabelece metas de participação de 15% para mulheres, 15% para jovens e 15% para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, ampliando a inclusão desses públicos nas ações de desenvolvimento da agricultura familiar.
Com a prorrogação, as organizações interessadas terão mais tempo para estruturar seus projetos e concorrer aos recursos destinados ao fortalecimento das cadeias produtivas e à geração de renda no campo.
As novas datas para envio e avaliação das propostas e para elaboração dos planos de negócios estão disponíveis no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
-
ESPORTES5 dias atrásSantos vence o São Paulo no Morumbis e emenda quinta vitória seguida
-
POLÍTICA6 dias atrásTRE-MT informa ausência de denúncias de fake news e destaca ações conjuntas com a ALMT
-
BRASIL6 dias atrásDia Internacional da Pessoa Idosa: confira direitos e garantias
-
SAÚDE6 dias atrásCampanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento disponível no SUS
-
POLÍTICA4 dias atrásALMT retoma conteúdos institucionais no site e redes sociais após primeiro turno
-
POLÍTICA7 dias atrásCPI apresenta relatório preliminar sobre despesas e contratos da rede estadual de saúde
-
MATO GROSSO6 dias atrásOs R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados
-
Rondonópolis6 dias atrásLocais de votação terão trânsito interditado durante a eleição




