CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Judiciário realiza reunião para criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica em Juara

Publicado em

MATO GROSSO

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizou na tarde de quarta-feira (29 de março) uma reunião ampliada para discutir a criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no município de Juara.
 
O evento promovido no Tribunal do Júri do Fórum de Juara foi concretizado sob a coordenação do juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca, Fabio Alves Cardoso.
 
O magistrado afirma que foi muito produtiva a reunião e que certamente em um futuro breve a Comarca colherá bons frutos. “Só tenho a agradecer pela visita da equipe da Cemulher em nossa Comarca, para tratar da instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, pois a questão é preocupante, as estatísticas falam por si e apontam para a gravidade do problema.”
 
De acordo com o juiz da 3ª Vara Criminal, já existe uma estrutura direcionada ao atendimento e acolhimento às vítimas, mas é necessário evoluir e formalizar procedimentos. “É fundamental que cada ator da rede tenha sua atuação bem definida. Praticamente todos os integrantes dos órgãos públicos e sociedade civil organizada local compareceram e manifestaram apoio e comprometimento com a iniciativa.”
 
A assessora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), Ana Emília Brasil Sotero, conversou com os presentes e compartilhou informações sobre as funções e a relevância da criação da Rede, assim como as instituições e atores que a compõe.
 
“Foi extremamente importante, já estamos construindo a possibilidade de instalar a Rede no município durante o mês de agosto, na campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher”, pontua a assessora.
 
O encontro contou com a participação do prefeito municipal, Carlos Sirena, da primeira-dama e secretária de Saúde de Juara, Silvia Sirena, da secretária de Assistência Social do município, Creusa Cristina Carvalho da Mota, representantes da Secretaria de Educação, das forças de Segurança Pública (Polícia Civil e Militar), da Patrulha Maria da Penha, da Câmara Municipal e da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB/MT) – Subseção Juara.
 
Rede de Enfrentamento na região – Na manhã de quinta-feira (30 de março) foi assinado o Termo de Cooperação Técnica para instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no município de Juína.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: participantes do evento reunidos e posando para foto. Eles estão de pé, sorrindo para a câmera. Segunda imagem: assessora da Cemulher, Ana Emília Brasil Sotero, conversando com participantes da reunião.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Equipe Cemulher/MT
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso se torna referência em práticas da Justiça Restaurativa na Educação
Propaganda

MP MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

Publicados

em

O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

Leia Também:  Juvam de Cáceres realiza fiscalização para coibir pesca predatória e práticas delituosas

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA