MATO GROSSO
Judiciário e parceiros oferecem proteção e prevenção à violência contra a mulher em Tangará da Serra
MATO GROSSO
A luta contra a violência doméstica e familiar em Tangará da Serra conta com importantes aliados desde o dia 19 de agosto. A data marcou a assinatura do termo de criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no município.
A soldado do 7º Comando Regional de Tangará da Serra, Cleonice Lourenço de Cristo, afirma que a criação da rede foi importantíssima para o município e que irá agregar ao trabalho da Patrulha Maria da Penha com a possibilidade de salvar mais vidas. “A criação da rede é maravilhosa, porque o nosso trabalho é de formiguinha. Então, com todas as instituições cooperando, em uma rede de proteção, irá facilitar e ajudar ainda mais no enfrentamento. Muitas vidas serão salvas.”
Para a titular da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Tangará da Serra, juíza Edna Ederli Coutinho, a criação da rede é um fortalecimento no combate à violência doméstica, que vai atuar de forma unificada em diversas esferas. “Um exemplo da atuação da rede é quando uma vítima de violência doméstica precisa se deslocar até outro município. A Patrulha Maria da Penha vai fazer o acompanhamento, a Polícia Civil vai pedir a medida, o Judiciário já vai deferir de imediato e o Poder Executivo vai providenciar essa passagem. Então a gente consegue agir de forma mais ágil e evitar que coisas piores aconteçam.”Fonte: Tribunal de Justiça de MT
MP MT
Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios
O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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