CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Judiciário de MT incorpora índice de desempenho de sustentabilidade em programa de boas práticas

Publicado em

MATO GROSSO

O Poder Judiciário de Mato Grosso incluiu o Índice de Desempenho de Sustentabilidade, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na avaliação das boas práticas do programa “Economia Legal”, da Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Tribunal de Justiça. Essa iniciativa tem como objetivo incentivar a execução de ações voltadas para o bom uso dos recursos no Judiciário estadual.
 
A ferramenta recém-incorporada permite mensurar e acompanhar o desempenho das unidades judiciárias e administrativas do Poder Judiciário em relação a indicadores previstos no Plano de Logística Sustentável (PLS) do TJMT. O índice abrange diversos aspectos, como redução de impressões, uso de copos descartáveis, consumo de energia elétrica e água, entre outros.
 
Essa nova abordagem proporciona parâmetros para análise individual do desempenho de cada comarca e área administrativa, além de permitir uma visão geral do Poder Judiciário de Mato Grosso em relação a outros tribunais do Brasil no que diz respeito ao índice de desempenho de sustentabilidade.
 
O índice abrange os três pilares da sustentabilidade: social, ambiental e econômico. Com isso, é fundamental monitorar e acompanhar todos os setores e âmbitos de análise mês a mês.
 
Vera Lícia de Arimatéia Silva, membro do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT diz que essa iniciativa faz parte de um projeto mais amplo do Poder Judiciário com foco no meio ambiente. “O projeto busca estimular a economia, considerando que a sustentabilidade não se resume apenas à questão econômica, mas também envolve aspectos ambientais e sociais”, comenta a servidora.
 
O acompanhamento do desempenho sustentável já vem sendo realizado, conforme conta Vera Lícia, mas com a introdução do índice de desempenho de sustentabilidade, incorporando a questão econômica. “Essa é a primeira vez que essa análise é realizada de forma mais abrangente. O projeto já estava previsto no planejamento estratégico participativo do Poder Judiciário de 2021 a 2026”, completa Vera Lícia.
 
No decorrer do ano cada comarca deve adotar ações específicas para obter resultados positivos dentro do índice de desempenho.
 
O monitoramento dos indicadores é essencial para reduzir o consumo, permitindo que as comarcas se destaquem no índice e possam ser reconhecidas com selos de excelência, diamante, ouro, prata e bronze.
 
O VII Encontro sobre Sustentabilidade, realizado pelo Núcleo de Sustentabilidade, está previsto para ocorrer em agosto de 2023. Durante esse evento, serão premiadas as comarcas que se destacarem no índice de desempenho de sustentabilidade, reconhecendo seus esforços e incentivos à preservação ambiental e ao uso consciente de recursos.
 
Dani Cunha/Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Prefeito Emanuel Pinheiro lança programa visando fomentar o ensino de Ciências nas unidades que oferecem do 1º ao 9ª Ano
Propaganda

MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

Publicados

em

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

Leia Também:  SES notifica empresa responsável pela UTI neonatal do HR de Sinop a manter serviços até 15 de novembro

Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros extingue incêndio em fábrica de tijolos

Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA