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Judiciário capacita 1ª turma de facilitadores dos Círculos de Construção de Paz em Rondonópolis

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MATO GROSSO

Os Círculos de Construção de Paz nas escolas constituem uma ferramenta da Justiça Restaurativa fomentada pela Resolução n.º 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com tribunais, comunidade e redes de garantia de direitos locais.
 
 
E nesse sentido, a Justiça Restaurativa mato-grossense deu mais um importante passo para a disseminação da cultura da paz, com a formação de novos facilitadores na comarca de Rondonópolis. A capacitação está sendo realizada por instrutoras do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no período de 03 a 07 de outubro, com carga horária de 40 horas, na Diretoria Regional de Educação do município.
 
Ao todo, 21 facilitadores captados por ações promovidas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Rondonópolis, coordenado pelo juiz Wanderlei José dos Reis, fazem parte de uma iniciativa que nasceu do magistrado dentro das escolas, ao verificar a expressiva participação e receptividade dos estudantes.
 
O curso teve início com a fala inaugural do juiz coordenador do CEJUSC e com a condução das instrutoras do NUGJUR, Ana Teresa Pereira da Luz e Maria Esterna Pereira da Silva, reunindo coordenadores pedagógicos, professores e demais profissionais da educação estadual, para a 1ª turma de Facilitadores dos Círculos de Construção de Paz, da Rede de Ensino, de toda a história da Comarca Rondonópolis.
 
Inclusive, a iniciativa de Rondonópolis foi destaque nacional na TV Justiça, com uma matéria exibida pelo canal no dia 12 de setembro deste ano.
 
 
Para o juiz coordenador do CEJUSC de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, o projeto tem como foco principal o atendimento das demandas das instituições de ensino da rede estadual de educação em Rondonópolis e a sua meta é de que em breve todas as 36 escolas estaduais do município recebam os círculos de construção de paz de forma regular, colaborando com o desenvolvimento de 48.379 alunos e alunas matriculados na rede estadual, vindo ao encontro do art. 29-A, da Resolução n.º 225/2016-CNJ.
 
“Com o apoio do NUGJUR, é muito bom ver esse projeto se materializando. Essa primeira turma de facilitadores representa a consolidação da Justiça Restaurativa em Rondonópolis e é mais um importante passo na concretização da disseminação da cultura da paz na sociedade rondonopolitana”, ressalta o juiz coordenador.
 
Segundo o magistrado, a formação desses 21 facilitadores atende a uma necessidade da comunidade escolar e da sociedade. “Tenho certeza de que os novos facilitadores, integrantes fundamentais da Justiça Restaurativa, resgatarão valores e qualidades de cada aluno, solucionando problemas, pacificando conflitos e contribuindo para a harmonia do ambiente escolar através do diálogo, de modo a beneficiar a comunidade escolar, as famílias e toda sociedade. Por isso, queremos multiplicar o número de facilitadores em todas as escolas, de tal maneira que as práticas restaurativas sejam disseminadas cada vez mais, tanto que, a nossa pretensão é a de formar novas turmas, estendendo também essa ferramenta às escolas municipais de Rondonópolis, para que toda a rede escolar seja atendida”, finalizou o juiz Wanderlei Reis.
 
A instrutora do NUGJUR, Ana Teresa Luz, explica que a capacitação está formando novos facilitadores que atuarão na Comarca de Rondonópolis e que terão a missão de multiplicar o Círculo da Construção da Paz para a rede de ensino. “É um trabalho de extrema importância porque ele é preventivo, para que os alunos, professores e todos envolvidos na rede escolar construam bons relacionamentos. Ela serve para um futuro com menos agressões, brigas e conflitos, com melhores relações.”
 
De acordo com a diretora regional de Educação de Rondonópolis, Andreia Cristiane de Oliveira, a construção da paz na rede de ensino reverbera não apenas no relacionamento do aluno com a escola, mas também em seu círculo social e nas relações com a sua família. “Um estudante que se sente mais acolhido na unidade escolar e tem esse conceito da cultura da paz, da mediar conflitos e saber controlar suas emoções, acaba por resultar em melhores relações familiares. Agora, com o apoio dessa ferramenta do Judiciário, mesmo que ainda estejamos trilhando os primeiros passos, nós percebemos que esse é um trabalho que vai render muitos frutos.”
 
A coordenadora pedagógica da Escola Estadual Antônio Guimarães Balbino, Rosângela Almeida dos Santos, está participando pela primeira vez da formação e se diz maravilhada com a possibilidade de usar a ferramenta restaurativa do Poder Judiciário de Mato Grosso. “Se tivesse que dar uma nota, eu daria nota mil. Porque para nós está sendo mesmo de grande valia. Eu acredito que seria importante capacitar o máximo de profissionais da educação para se tornarem facilitadores e ajudarem nesse processo de autoconhecimento e propagação da cultura da paz.”
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 01: Imagem colorida de participantes da formação sentados em círculo, em ma sala. Em destaque, ao centro, juiz coordenador do CEJUSC fala aos presentes. Foto 02: Imagem colorida do juiz coordenador do CEJUSC de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, em entrevista à TV.JUS. Foto 03: Imagem colorida de participantes da formação sentados em círculo, durante a capacitação em Rondonópolis. Foto 04: Imagem colorida de uma dinâmica da árvore da vida, com palavras-chaves representando valores trabalhados pela escola.
 
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Marco Cappelletti com contribuição do CEJUSC de Rondonópolis
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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