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Investimento de R$ 42 milhões leva obras esperadas há décadas por moradores de Cuiabá

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MATO GROSSO

Aguardadas há décadas por moradores de Cuiabá, as obras de asfaltamento de oito bairros da capital já estão em andamento. Nesta segunda-feira (29.05), o governador Mauro Mendes e o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, vistoriaram os trabalhos nos bairros Novo Horizonte, Planalto e Campo Verde da Esperança. No total, o Estado investe R$ 42 milhões nessas obras, em recursos 100% estaduais.

A vistoria começou no bairro Novo Horizonte, onde estão sendo realizados trabalhos de escavações para o sistema de drenagem. O Governo de Mato Grosso vai asfaltar 10 ruas do bairro, em um investimento de R$ 2,9 milhões.

“Foi uma longa batalha para que isso pudesse acontecer, mas o importante é que agora temos máquinas trabalhando e, se Deus quiser, nos próximos meses vamos entregar esse asfalto para a população desses bairros”, afirmou o governador Mauro Mendes, lembrando que o processo para contratação das empresas ficou paralisado por quatro meses, devido a falta de autorização por parte da prefeitura de Cuiabá.

“Os recursos aqui aplicados são para realizar esse sonho de muitas décadas dessa população, que quer acabar com a lama na época da chuva e com a poeira na época da seca”, completou.

No bairro do Planalto, onde serão asfaltadas 18 ruas, em um investimento de R$ 12,4 milhões, o governador conferiu as obras na Rua João Gomes Sobrinho. No local, os serviços de drenagem já foram executados e um trator realiza a terraplanagem.

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Moradores do bairro relataram que, na época de chuva, a rua se transformava em um córrego e a força da água abria valas que impossibilitavam a passagem da população.

“Se não fosse o Governo vir realizar essas obras, acho que elas nunca aconteceriam. É um sonho de muitos anos do nosso bairro, um sonho que muita gente morreu sem ver se tornar realidade”, afirmou o morador do Planalto, Marcelo Ricardo.

O último bairro vistoriado foi o Campo Verde da Esperança. O investimento no local será de R$ 2,7 milhões e nove ruas ganharão asfalto. Além da drenagem e do asfalto, as obras contratadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) vão construir calçadas e implantar sinalização. O asfalto em todos os bairros será do tipo Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), mais resistente.

O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, explicou que o prazo para a execução das obras em todos os bairros é de 300 dias, mas, em alguns, onde as obras são de menor extensão, como é o caso do Campo Verde, o asfalto pode ser entregue antes. “Quando o governador lança uma obra é porque tem dinheiro no caixa, então não vai faltar recurso aqui”, afirmou.

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Além dos três bairros visitados nesta segunda-feira (29), o governo licitou as obras de asfalto para os bairros Alto Boa Vista, Novo Tempo, Jardim Aroeira, Tancredo Neves e Novo Milênio. Em todos, as obras estão em andamento, em suas fases iniciais. Por meio de outros contratos, o governo também vai asfaltar ruas do Jardim Fortaleza e do setor 3 da Morada do Ouro.

Também estiveram presentes na vistoria os deputados federais Fábio Garcia e Abilio Brunini, o deputado estadual Elizeu Nascimento, as secretárias de Comunicação, Laice Souza, e Agricultura Familiar, Teté Bezerra, e os vereadores por Cuiabá Cézinha Nascimento, Sargento Joelson, Dilemário Alencar, Michelly Alencar e Demilson Nogueira.

Veja a área total e valor das obras em cada bairro

Lote 1:
Bairro Alto Boa Vista – 23.282,04 m² (R$ 8.600.265,14)
Bairro Novo Tempo – 6.738,11 m² (R$ 2.210.204,64)

Lote 2
Bairro Campo Verde da Esperança – 7.321,53 m² (R$ 2.743.209,80)
Bairro Novo Horizonte – 8.177,76 m² (R$ 2.946.941,18)
Bairro Jardim Aroeira – 19.042,48 m² (R$ 6.548.132,16)
Bairro Tancredo Neves – 14.319,69 m² (R$ 5.488.244,01)
Bairro Planalto – 21.785,12 m² (R$ 6.798.384,43)

Lote 3
Bairro Novo Milênio – 23.351,96 m² (R$ 6.692.939.53)

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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