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Invest MT ganha diretoria e inicia operação para atrair investimentos ao Estado

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A Agência Mato-grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade (Invest MT) deu um passo decisivo para iniciar suas atividades nesta sexta-feira (06.6), com a definição dos nomes que vão compor sua diretoria executiva e a autorização formal para abertura do CNPJ e conta bancária da entidade. O Conselho Deliberativo da agência elegeu Mirael França Praeiro como diretor-presidente e a servidora pública Ariana Guedes como diretora internacional.

Vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a Invest MT foi criada com o objetivo de articular ações entre o poder público e o setor privado para atrair investimentos, reduzir burocracias e promover os produtos e serviços de Mato Grosso no Brasil e no mundo.

Durante a reunião do Conselho, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou a experiência dos dois dirigentes e o papel estratégico da agência.

“Mirael tem uma trajetória de 18 anos no Sebrae, 12 deles focado no setor internacional. Ariana atua há seis anos na Ásia, promovendo a internacionalização do Estado. São dois grandes profissionais que vão conduzir a agência com competência e dinamismo”, afirmou.

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César explicou ainda que o Governo do Estado aportará R$ 10 milhões para a estruturação da agência, recursos já alocados na Secretaria de Fazenda. Com a formalização jurídica da entidade, o próximo passo é a aprovação do plano de trabalho e do orçamento pelo Conselho Deliberativo para dar início às operações.

A diretora internacional, Ariana Guedes, celebrou a conquista como um marco de um processo iniciado há mais de uma década.

“São 10 anos dedicados à internacionalização de Mato Grosso. A Invest representa a consolidação de uma proposta que demorou, mas chegou no momento certo. Agora é trabalhar muito para tirar essa agência do chão”, disse.

Mirael França, por sua vez, agradeceu pela confiança e reforçou a missão da Invest MT.

“Nosso objetivo é elevar o grau de maturidade de Mato Grosso para o mundo. Vamos trabalhar para posicionar a Invest MT entre as principais agências de promoção de investimentos do país”, pontuou.

A estrutura da agência prevê uma atuação estratégica com sede em Cuiabá e representação permanente na Ásia. Além de promover investimentos e parcerias, a Invest MT terá entre suas funções fomentar a inovação, apoiar empreendedores, auxiliar na expansão de empresas instaladas no Estado e divulgar os potenciais econômicos mato-grossenses em feiras e eventos nacionais e internacionais.

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A criação da agência foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa em julho de 2024 e sancionada pelo governador Mauro Mendes em agosto de 2024. A nova estrutura é considerada essencial para consolidar Mato Grosso como um polo atrativo de investimentos, especialmente nos setores do agronegócio, turismo, indústria e comércio.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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