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“Governo reforça compromisso com a agricultura familiar de MT e investe mais de R$ 700 milhões”, afirma secretária em reunião na ALMT

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A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, afirmou, em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (14.7), que o atual governo reforça a agricultura familiar do Estado com entregas concretas e destacou os avanços na valorização dos pequenos produtores mato-grossenses.

“Estamos falando de mais de R$ 700 milhões investidos desde 2019, com entregas concretas que vão desde tratores e caminhões até agroindústrias e insumos. Só em 2025, o orçamento da secretaria e do FUNDAAF (Fundo de Apoio à Agricultura de Pequena Escala) ultrapassa R$ 200 milhões, o que representa um compromisso real com quem vive da terra”, afirmou Andreia.

A secretária participou da 3ª Reunião Ordinária Temática, que foi solicitada pelo deputado estadual Júlio Campos e presidida pelo advogado e suplente de senador, José Lacerda, com o objetivo de debater inovações tecnológicas e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura.

Andreia também apresentou os números atualizados do FUNDAAF, com o apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que destina recursos tanto para a inclusão rural de famílias em situação de vulnerabilidade, quanto para o incentivo à produção, com foco no desenvolvimento de cadeias de valor como leite, mel, café, fruticultura, cacau e mandioca.

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A audiência contou ainda com uma palestra do professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ailton Teresa, que abordou as inovações tecnológicas na agricultura e destacou o papel estratégico da pesquisa e da assistência técnica no aumento da produtividade com sustentabilidade.

Para Andreia Fujioka, o diálogo entre o parlamento, a universidade e o governo é fundamental para o futuro do campo. “A agricultura familiar é estratégica não só para a segurança alimentar, mas também para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do nosso Estado. É com inovação, planejamento e gestão integrada que vamos tornar essa agricultura cada vez mais competitiva e inclusiva”, disse.

Questionada sobre a situação da Empaer e a atenção do Estado em relação à empresa, Andreia Fujioka reafirmou o compromisso do governo com os serviços de integração entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empaer. “A secretaria e a empresa nunca estiveram tão unidas e trabalhando em sincronia como hoje. A Seaf articula o fomento, e a Empaer é fundamental para o desenvolvimento das pesquisas e o acompanhamento dos produtores de pequena escala que estão na ponta. Só entregar não adianta; é preciso dar respaldo ao produtor”, concluiu.

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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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