MATO GROSSO
Governo já trabalha com empresa cronograma para a entrega das luminárias de LED
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso e a empresa Unicoba Energia já trabalham para apresentar nos próximos dias o cronograma para a entrega das luminárias de LED, que serão instaladas em todos os postes do Estado.
O objetivo do Governo é que à medida que os equipamentos sejam entregues, imediatamente os municípios façam a retirada, para que nada fique em estoque. As equipes da Secretaria de Infraestrutura e Logística e da empresa trabalham para que o processo possa ocorrer antes do prazo previsto no contrato.
“A luminária precisa chegar lá na ponta, estar no poste. Por isso, o trabalho da Sinfra e da empresa é para que na medida que forem recebendo os equipamentos, as prefeituras façam a retirada. Não queremos nada em estoque, porque quanto mais cedo chegar no município, é a garantia de segurança ao cidadão”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O contrato com a Unicoba Energia, vencedora de 3 dos quatro lotes da licitação para a compra das luminárias, foi assinado pelo governo nesta semana. Com isso, a empresa já está com a autorização para que proceda com o início dos trabalhos para a aquisição e entrega dos produtos.
A ação faz parte do programa “MT Iluminado” e vai permitir que todos os postes do Estado tenham iluminação de led, o que irá garantir mais segurança e durabilidade. De acordo com o CEO da empresa Unicoba, Eduardo Kim Park, a iluminação de LED, que foi adquirida pelo Estado para atender todos os municípios, é a tecnologia mais eficiente para iluminação pública de qualidade.
“O LED é um componente eletrônico que emite luz, uma evolução da tecnologia que representa uma realidade para o mundo e também para o Brasil. Com o MT Iluminado, isso vai estar disponível para todo Mato Grosso”, afirmou Kim Park.
O governador Mauro Mendes aponta que outra vantagem é a possível diminuição na taxa de iluminação pública que todos os cidadãos pagam mensalmente.
“Essa taxa é destinada a custear exclusivamente esse investimento, porque a prefeitura paga a conta da energia e gasta dinheiro para comprar lâmpada, trocar lâmpada, fazer as manutenções na rede. Se colocarmos uma lâmpada que vai durar cinco vezes mais, o custo de manutenção vai cair. Esse dinheiro que hoje é cobrado do cidadão, isso em tese vai poder ser cobrado menos no médio prazo”.
Já o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho, afirma que as lâmpadas de LED são o que há de mais moderno atualmente e que essa tecnologia não deve ser superada nos próximos anos. “Não resta dúvida que isso vai atingir todos os cidadãos, que vai chegar na frente de todas as casas. Tenho certeza que é um dos maiores projetos do Governo do Estado”.
Ao todo, 136 municípios serão aderiram ao programa do governo, apenas cinco municípios, que já tem luminárias de LED, ou firmaram parceria com a concessionária de energia, não faz parte da ação.
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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