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Governo investe mais de R$ 19 milhões em obras e ações em Nova Lacerda

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O município de Nova Lacerda (a 540 km de Cuiabá) já recebeu mais de R$ 19 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso nos últimos três anos de gestão. Os valores são empregados em ações sociais, obras de infraestrutura e reformas e melhorias em escolas estaduais. 

Por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o Estado aporta mais de R$ 12,9 milhões para melhorar o acesso logístico no município. A principal obra, já contratada, recebe investimento de R$ 5 milhões e envolve o asfaltamento de um trecho de 5,4 quilômetros de extensão da MT-473, no entroncamento com a BR-174.

O Estado também firmou convênio de R$ 2,2 milhões para asfaltamento de 17 quilômetros de diversas ruas e avenidas do município, a ser executado pela Prefeitura. O investimento tem parceria do senador Carlos Fávaro e do deputado federal Neri Geller. Outra obra prevista para o município é a restauração de 48 quilômetros de asfalto, que também será executada pela Prefeitura, e recebe investimento no montante de R$ 1,1 milhão.

Nesta semana, o governador Mauro Mendes ainda assina convênios para a execução de novos asfaltos em diversas ruas do município. Ao todo, soma-se mais de R$ 1,9 milhão em investimento.

Representante da região, o deputado estadual Valmir Moretto destacou que todos os municípios do Oeste de Mato Grosso têm recebido importantes investimentos por parte do Governo do Estado, assim como Nova Lacerda, que foi beneficiada, dentre outras obras, com drenagem e pavimentação na via urbana da cidade.

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“O Governo fez a pavimentação de um trecho da avenida Antônio Carlos Amaral, que atravessa toda a nossa cidade, fazendo não apenas uma importante ligação para facilitar na travessia, mas também um importante projeto de drenagem no bairro Sol Nascente. Ali, quando chovia, a enchente invadia as casas e gerava prejuízo para os moradores, que perdiam geladeira, cama, fogão, e esse projeto de drenagem, bastante longo, foi muito eficiente e resolveu o problema. Esse ano, mesmo com toda a chuva que tivemos na região, não tivemos mais a invasão da água nas casas do cidadão. Isso, para mim, foi o mais importante”, destacou.

Outros investimentos

Uma das áreas prioritárias do governo estadual, a educação também foi contemplada no município de Nova Lacerda. Ao todo, foram R$ 2,8 milhões em investimentos para compra de 25 aparelhos de ar condicionado, bem como para a retomada da construção da Escola Estadual Nova Lacerda e a construção de uma quadra poliesportiva.

O valor ainda engloba os recursos que foram disponibilizados durante a pandemia da covid-19 para que os professores da rede estadual pudessem comprar computadores e contratar serviços de internet..

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“O Governo do Estado tem feito grandes investimentos em diversas áreas e a educação é uma delas, transformando a realidade da comunidade escolar, e buscando oferecer, cada dia mais, uma educação de qualidade para nossos estudantes”, comentou o secretário de Educação, Alan Porto. 

Além desses investimentos, o governo estadual ainda manteve a preocupação com o social, aportando mais de R$ 583 mil para garantir a segurança alimentar dos mais carentes. Ao todo foram distribuídas 2,3 mil cestas básicas, além de 1,7 mil cobertores e 599 filtros de barro. O valor ainda contempla R$ 301 mil que foram repassados às famílias em situação de vulnerabilidade, por meio do Ser Família Emergencial.

Outros investimentos realizados no município passam pela Secretaria de Agricultura Familiar, que destinou mais de R$ 750 mil para a entrega de uma patrulha mecanizada, composta por um trator, carreta basculante, uma grade e uma pá carregadeira, além de um distribuidor de calcário e uma pick up Fiat Strada para os pequenos agricultores locais.

Fonte: GOV MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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