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Governo de MT reinaugura Salgadeira com concessão do espaço para o Sesc

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O Governo de Mato Grosso reinaugurou o Complexo Turístico da Salgadeira, em Chapada dos Guimarães, neste sábado (28.3), com a entrega oficial da gestão do espaço para o Sesc (Serviço Social do Comércio).

Após investimento de R$ 6,2 milhões do Governo do Estado, o espaço terá funcionamento organizado e turismo sustentável.

“Estamos entregando esse espaço, que é um patrimônio da Baixada Cuiabana, totalmente reformado e revitalizado para que nossa população volte a ter uma área de lazer com qualidade, porque um lugar bom para os moradores também atrai os turistas. Com a gestão do Sesc tenho certeza que vamos ter a Salgadeira que nossa população merece”, destacou o governador Mauro Mendes.

Para a promotora Ana Luiza Peterlini o resultado representa a consolidação de um modelo de uso responsável.

“Era um espaço tradicional de lazer, mas precisava de ordenamento. Hoje, a gente vê esse objetivo sendo alcançado, com preservação ambiental e uso consciente”, afirmou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que a entrega do complexo reforça a estratégia de parceria entre poder público e setor produtivo para impulsionar o turismo.

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“Essa união entre Governo do Estado, Fecomércio e Sesc tem proporcionado entregas eficientes e seguras. O Sesc Salgadeira passa a ser mais um atrativo não só para Mato Grosso, mas para o Brasil e até para o turismo internacional”, afirmou.

Já o presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, enfatizou o papel do Sesc na gestão e o impacto da nova unidade dentro do sistema.

“O Sesc Salgadeira não é apenas uma unidade; é um espaço que une lazer, turismo e educação ambiental. É um cartão-postal pensado para as famílias, trabalhadores do comércio e todos que visitam Mato Grosso”, disse.

A partir de 1º de abril, o acesso ao complexo será das 9h às 16h, de terça a domingo, e o restaurante de 11h às 14h. A área da cachoeira terá controle de 23 pessoas por vez.

A concessão ao Sesc tem prazo de 30 anos e faz parte de um acordo firmado entre Governo do Estado, Ministério Público e a instituição. A expectativa é que o complexo se consolide como um dos principais atrativos turísticos da região, ampliando o fluxo de visitantes e fortalecendo o turismo ecológico.

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Também participaram da inauguração a deputada federal Gisela Simona, os deputados estaduais Julio Campos, Beto Dois a Um e Carlos Avallone, os secretários estaduais Fábio Garcia (Casa Civil), David Moura (Cultura, Esporte e Lazer) e Jordan Espíndola (Governadoria), o presidente da MT Par, Wener Santos, os prefeitos Abílio Brunini (Cuiabá), Osmar Froner (Chapada dos Guimarães), Alexandre Oliveira (Campo Verde), além de vereadores de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, representantes do Sebrae e Fiemt e demais autoridades e políticos da região.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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