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MATO GROSSO

Governo de MT recebe indicação de terrenos que permitirão a construção de 2 mil moradias em Tangará da Serra

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MATO GROSSO

O Governo de Mato Grosso recebeu da Prefeitura de Tangará da Serra a indicação de dez áreas destinadas à implantação do programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada. Os terrenos foram apresentados ao presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, na manhã desta sexta-feira (1º.8), na sede da prefeitura do município.

Nas áreas disponibilizadas, há a expectativa de construção de cerca de 2 mil unidades habitacionais em formato de apartamentos. O número representa um impacto positivo para a cidade, que vive um novo ciclo de desenvolvimento e ainda enfrenta um déficit habitacional significativo. Os terrenos serão avaliados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e, posteriormente, haverá a abertura de um chamamento público para as construtoras interessadas em executar o empreendimento.

Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa SER Família Habitação oferece subsídio de até R$ 20 mil para dar entrada na casa própria e já está presente em 101 municípios mato-grossenses. Agora, ele será implantado também em Tangará da Serra.

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“O governador Mauro Mendes me autorizou a vir aqui em nome dessa parceria. Nesse programa, o governo entra com o subsídio, o município com o terreno, e grande parte dos beneficiados consegue adquirir um imóvel com parcelas inferiores ao valor do aluguel”, explicou Wener Santos.

Durante sua fala, Santos reforçou seu comprometimento com o desenvolvimento local. “Sempre me empenhei para melhorar a cidade, mas peço aqui que todos os envolvidos — vereadores, população e prefeitura — caminhem alinhados. Quando todos estão na mesma página, o resultado é consequência”, afirmou.

Para o prefeito Vander Masson, os projetos habitacionais anteriores não avançaram devido a entraves relacionados ao saneamento básico. “Tentamos fazer a parceria em outro momento, porém o Ministério Público fez exigências em relação ao saneamento da cidade. Agora, o processo de concessão está sendo avaliado pelo TCE e deve ter o edital publicado nos próximos 30 dias. Com este problema sanado, vamos retomar os projetos de habitação. Contudo, desta vez não queremos construir 300 moradias, queremos ampliar esse número para 2 mil unidades”, explicou o prefeito.

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As áreas doadas pela Prefeitura de Tangará da Serra para o programa SER Família Habitação estão localizadas nos bairros Alto da Boa Vista, Morada do Sol, Valência, Barcelona, Buritis, Jardim Aeroporto, Jardim Califórnia, Cidade Progresso, Jardim Shangri-lá e Jardim Tarumã.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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