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Governo de MT lança edital para duplicação da BR-163 entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde

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O presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, anunciou nesta quinta-feira (26.10), durante o podcast MT Conectado, o lançamento do edital de licitação para a duplicação de 80 quilômetros entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, com investimento previsto de R$ 650 milhões, que já foi autorizado pelo governador Mauro Mendes.

O ato será na segunda-feira (30.10), às 16h, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

Além da duplicação, entre os dois municípios, o novo trecho de obras também engloba a recuperação de oito quilômetros, construção de seis viadutos e uma ponte dupla. O trecho é um dos que mais ocorrem acidentes na rodovia.

“Com certeza será um novo marco para a população que vive no entorno desta região da BR-163. As empresas terão um período para apresentar suas propostas, vamos contratar aquela que melhor cumprir os requisitos do edital e em torno de março de 2024 vamos dar início às obras na região, após o período das chuvas”, explicou o presidente.

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Cidinho Santos ressaltou durante a conversa com a secretária de Comunicação, Laice Souza, e a secretária adjunta de Jornalismo, Carol Sanford, que a Nova Rota do Oeste trabalha para entregar à população uma rodovia de extrema qualidade, do Norte ao Sul de Mato Grosso. Para isso, a empresa segue todos os padrões exigidos pelos órgãos competentes.

“A Agência Nacional de Transportes Terrestres, por exemplo, tem alguns padrões para as rodovias, como a estabilização do veículo, muito rígido. Um dos problemas que existiam antes do Governo de Mato Grosso assumir a concessão é que esses padrões da ANTT não eram cumpridos. O trabalho agora é levar um asfalto de qualidade, no padrão da ANTT, em toda a BR-163”, explicou.

O presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste também destacou que o modelo adotado pelo Governo de Mato Grosso se tornou referência para outros estados. Desde abril, o Governo do Estado é sócio majoritário da empresa.

“O próprio Ministério dos Transportes e Tribunal de Contas da União (TCU) fizeram uma portaria para regular o que fizemos em Mato Grosso. Já fomos para o Espírito Santo e Mato Grosso do Sul apresentar esse modelo. Onde vamos, falam que o modelo é extraordinário, mas é que é preciso ter a coragem do governador Mauro Mendes. Precisa ter um aporte grande, mas o investimento traz muitos retornos positivos, como salvar vidas a trazer mais segurança aos mato-grossenses”

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O podcast completo pode ser assistido abaixo. Ouça também no Spotify.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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