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Governo de Mato Grosso amplia rede de ensino com dois novos Colégios Estaduais Integrados em Cuiabá

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O governador Otaviano Pivetta vistoriou e assinou, nesta quarta-feira (1º.7), as ordens de serviço para a continuidade da construção de dois novos Colégios Estaduais Integrados (CEIs) em Cuiabá. As unidades, em obras nos bairros Nico Baracat e Jardim Industriário, vão ampliar a oferta de vagas na Rede Estadual de Ensino e reforçar a infraestrutura educacional da Capital.

O CEI do bairro Nico Baracat recebe R$ 22,1 milhões de investimento, enquanto a unidade do Jardim Industriário conta com investimento de R$ 20,6 milhões. As unidades contam com 24 salas de aula, quadra poliesportiva coberta, vestiários e espaços destinados às atividades pedagógicas.

Durante a vistoria e assinaturas, o governador Otaviano Pivetta ressaltou que a construção das novas unidades aproxima a escola dos estudantes e faz parte da estratégia de ampliar o acesso à educação pública de qualidade em todas as regiões da Capital.

“O nosso ensino médio precisa estar cada vez mais conectado à formação profissional, para que nossos jovens tenham a oportunidade de aprender uma profissão, construir seu futuro e encontrar no trabalho uma oportunidade de transformação”, disse.

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A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, destacou que a construção das escolas atende a uma demanda antiga das comunidades e amplia o acesso dos estudantes a uma estrutura adequada para o ensino.

“Essa é uma demanda antiga e ajuda na mobilidade dos moradores. O modelo dos CEIs chega a regiões que precisavam dessa estrutura. Hoje estamos iniciando duas novas unidades desse padrão em Cuiabá, que vão beneficiar milhares de estudantes”, afirmou.

A estudante Vitória da Silva comemorou a chegada do novo colégio no Jardim Industriário. Para ela, além de facilitar o acesso à educação, a unidade também beneficiará outras famílias da região.

“Meu irmão vai poder estudar aqui, os filhos da minha tia também. Nossa população tem crescido constantemente e ter uma escola perto de casa vai ser muito bom para todo mundo”, finalizou.

Também moradora da região do industriário, Elizângela da Conceição Oliveira acredita que a nova unidade possa representar a oportunidade de retomar os estudos. Há dois anos, ela precisou interromper a Educação de Jovens e Adultos (EJA) por problemas de saúde.

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“Quero terminar os estudos, fazer uma faculdade e me formar na área que eu sonho. Minha saúde atrapalhou e eu não consegui voltar para a escola. Agora estou com a expectativa muito alta porque essa unidade vai ficar perto da minha casa e vai facilitar muito a retomada dos meus estudos”, afirma.

Investimentos na educação

Na última terça-feira (30.6), o Governo de MT também assinou ordens de serviço para continuidade de obras de dois Colégio Estaduais Integrados em Várzea Grande.

As assinaturas foram realizadas na CEI – E.E. Nova, no bairro São Simão. A unidade, que já está com 25% da obra executada, recebe investimento de mais de R$ 23 milhões.

Na sequência, o governador visitou e assinou a ordem de serviço para continuidade da obra do CEI Jercy Jacob, no Jardim Glória I. A construção está com 10% de execução e conta com um investimento de R$ 22,9 milhões.

Tonico Pinheiro/Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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