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Governador: “Muitos morrem todo ano nesta rodovia; nossa ação é pela vida dos mato-grossenses”

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MATO GROSSO

O governador Mauro Mendes afirmou que a solução dada para a concessão da BR-163, cuja administração será assumida pelo Governo do Estado, foi em “prol da vida dos mato-grossenses”, pois muitos cidadãos morrem todo ano na rodovia.

Nesta terça-feira (04.10), foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Concessionária Rota do Oeste, um dos passos principais para que a concessão 822,8 km da BR-163 seja transferida ao Governo de Mato Grosso, via MT Par.

“Estamos fazendo uma ação pela vida dos mato-grossenses. Todo ano muitas pessoas morrem nessa rodovia. São caminhoneiros, pais de família, jovens. Ver essas vidas sendo perdidas nos dava a certeza que tínhamos que achar uma solução”, declarou.

Com esta solução, que ainda depende de negociação das dívidas da concessionária com a Caixa Econômica e Banco do Brasil para ser finalizada, o Governo poderá iniciar as obras necessárias para melhorar a rodovia já no primeiro semestre de 2023. Será investido cerca de R$ 1,2 bilhão na rodovia.

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Caso fosse adotado o modelo de relicitação, a previsão é que as obras só começariam daqui a cinco anos.

“Estamos antecipando em cinco anos esses investimentos. Aqueles que vivem ao longo da BR-163 e que precisam passar por ali sabem mais do que ninguém o quanto isso é importante para a vida das pessoas”, destacou.

Apesar de ser uma rodovia federal, de responsabilidade do Governo Federal, Mauro Mendes ponderou que o Estado não poderia ficar de braços cruzados vendo as consequências desastrosas da falta dos investimentos necessários.

“O Estado não pode abrir mão de desempenhar seu papel de construir soluções. O problema não era nosso, mas a consequência é 100% dos mato-grossenses. Compreendendo isso, construímos essa solução que vai trazer muitas coisas boas a Mato Grosso e aos mato-grossenses. Chegamos a esse brilhante TAC e, com essa assinatura, o caminho estará pavimentado para assumirmos essa concessão”, concluiu.

Também participaram do ato de assinatura: o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio; o presidente em exercício do Tribunal de Contas do Estado (TCU), Bruno Dantas; os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Margareth Buzetti; além de deputados estaduais, secretários de Estado, prefeitos e lideranças políticas.

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Fonte: GOV MT

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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