MATO GROSSO
Gestores debatem alimentação escolar como parte da aprendizagem na Rede Estadual
MATO GROSSO
A alimentação escolar é um dos temas em debate na 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, promovida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com o Sebrae-MT, em Chapada dos Guimarães.
O encontro começou no domingo (26.4) e segue até esta quinta-feira (30), reunindo profissionais do Órgão Central, Diretorias Regionais de Educação (DREs), equipes de apoio, diretores, coordenadores pedagógicos e secretários escolares para alinhar fluxos de trabalho e melhorar a gestão das unidades da rede estadual.
Na programação, os participantes trabalham os fundamentos do MEG Educação (Modelo de Excelência em Gestão) e a metodologia PDCA, voltada ao planejamento, execução, verificação dos resultados e correção de rotas. As ferramentas serão usadas na análise de dados e na construção dos planos de melhoria das 630 escolas estaduais.
Entre os temas ligados ao funcionamento das unidades, a alimentação escolar ganhou atenção dos gestores. A formação trata desde a organização dos ambientes e conservação da infraestrutura até o cumprimento do cardápio definido por nutricionistas, o controle do desperdício e o uso adequado dos recursos públicos.
Para a diretora da Escola Estadual Eliane Digigov Santana, em Cuiabá, Alcimária Ataides, discutir alimentação escolar dentro de uma formação de gestão ajuda a escola a olhar para além da parte administrativa.
“Um curso de gestão com esse tema é de grande relevância, porque nós, gestores e secretários escolares, passamos a pensar na escola como um todo. Não ficamos somente na parte administrativa, na infraestrutura ou na questão financeira. Também pensamos na eficiência da alimentação escolar em todos os seus processos. O aprendizado de um aluno bem alimentado é muito mais completo”, afirmou.
Segundo ela, muitos estudantes chegam à escola já esperando uma refeição que atenda às suas preferências alimentares, sem abrir mão do equilíbrio e do cuidado nutricional. Por isso, a organização da alimentação deve integrar a rotina da gestão escolar, desde a aquisição dos alimentos até o momento em que a refeição é servida.
O diretor da Escola Estadual Cívico-Militar Hélio Palma de Arruda, em Cuiabá, José Antônio Moreira, também destacou a importância da convenção para aproximar as equipes gestoras das decisões que impactam a aprendizagem. A unidade atende cerca de 1.100 estudantes do Ensino Fundamental, do 5º ao 9º ano.
“A convenção reúne a equipe gestora das escolas para uma imersão sobre melhoria contínua dos processos e dos resultados educacionais. Isso faz com que os profissionais se encontrem em torno do propósito de melhorar a educação pública em todos os seus processos”, disse.
Na avaliação dele, o eixo da alimentação escolar é positivo porque trata de uma rotina concreta da escola. “Na minha unidade, todos os dias temos um lanche de entrada, que pode ser uma fruta ou produto de padaria, e também o prato principal. Para muitos estudantes, é uma alimentação que nem sempre eles têm em casa. Toda semana servimos peixe, outros tipos de carne e até lasanha”, relatou.
José Antônio afirmou ainda que a gestão tem papel decisivo para que o cardápio chegue corretamente aos estudantes. “É fundamental para que não haja desperdício, para que o cardápio definido pelas nutricionistas da rede seja cumprido e para que a gente entregue uma alimentação saudável, com eficiência no uso do recurso público”, completou.
Para Fábio Bernardo da Silva, diretor da Escola Estadual Welson de Mesquita, também em Cuiabá, a convenção permite que cada gestor observe a própria unidade com mais atenção. A escola tem 2.300 estudantes matriculados no Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e também atende alunos do sistema socioeducativo em salas anexas.
“Participar da convenção tem sido importante porque os gestores se debruçam sobre as análises das suas próprias unidades. Vemos em quais pontos podemos ser mais eficientes e assertivos”, afirmou.
Refeições nutritivas
Ao longo de 2025, a Seduc investiu R$ 165,7 milhões em ações voltadas à alimentação escolar dos mais de 312 mil estudantes da Rede Estadual. Desse total, R$ 128 milhões, o equivalente a 77,3%, foram recursos do Governo do Estado. O repasse federal somou R$ 37,6 milhões.
A política também incentiva o uso de hortas escolares e do Sistema de Apoio à Gestão da Alimentação Escolar (SAGE), ferramenta que auxilia no acompanhamento das ações e no fortalecimento de práticas sustentáveis e educativas dentro das unidades.
Outro ponto de destaque foi a compra de alimentos da agricultura familiar. Em 2025, Mato Grosso aplicou 49,36% dos recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na aquisição desses produtos, percentual acima do mínimo legal de 30%, previsto na Lei Federal nº 11.947/2009.
Foram adquiridos mais de 80 tipos de alimentos, entre frutas, verduras, hortaliças, laticínios, café e peixe. A medida beneficia pequenos produtores, comunidades tradicionais e aldeias indígenas, além de movimentar a economia local nos municípios.
Para 2026, a previsão de investimento na alimentação escolar é de R$ 197,6 milhões. A Seduc-MT também tem ampliado as chamadas públicas para diversificar fornecedores e garantir alimentos tradicionais e saudáveis nas escolas estaduais.
Em 2025, outra ação voltada ao tema foi a 3ª edição da Competição SuperChef da Educação, que teve participação recorde de 322 merendeiras e merendeiros.
A iniciativa premiou talentos regionais e estaduais, destinou recursos para melhorias nas cozinhas escolares e reforçou o papel desses profissionais na oferta de uma alimentação de qualidade aos estudantes. A edição 2026 do SuperChef da Educação já está em andamento.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz apresenta avanços na ALMT e destaca retomada de obra da sede após dez anos
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) apresentou, nesta quinta-feira (15.10), o balanço das suas metas físicas referentes ao primeiro semestre de 2026. Os resultados foram divulgados durante a audiência pública de metas do Governo do Estado, realizada na Assembleia Legislativa (ALMT) e coordenada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
As informações foram apresentadas à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone, pelos secretários adjuntos de Administração Fazendária, Radiana Clemente, de Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni, e de Transformação Digital e Inovação Fazendária, Kleber Geraldino.
A retomada da obra do Complexo VI da sede fazendária, após mais de uma década de paralisação, foi um dos principais destaques do relatório apresentado. A construção, que tem entrega prevista para o próximo ano, integra o processo de modernização da infraestrutura da secretaria e visa melhorar as condições de atendimento, fortalecer a estrutura de fiscalização e proporcionar ambientes mais adequados para servidores e contribuintes.
“Estamos avançando na modernização da infraestrutura da Sefaz, com a conclusão de obras importantes e a retomada de projetos que estavam paralisados há muitos anos. Esse trabalho demonstra o compromisso do Governo do Estado com os investimentos em infraestrutura, que beneficiam a população e proporcionam melhores condições de trabalho aos servidores”, destacou a secretária adjunta de Administração Fazendária, Radiana Clemente.
As melhorias também contemplam unidades de fiscalização no interior do Estado e obras de urbanização, implantação de infraestrutura tecnológica e reformas das unidades administrativas. De acordo com o relatório, as ações de modernização e revitalização da infraestrutura fazendária alcançaram 85,51% no indicador de capacidade operacional e financeira da despesa no primeiro semestre de 2026.
Outro destaque do balanço foram os avanços do Profisco II, programa financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que busca fortalecer a gestão fiscal, financeira e tributária do Estado. Entre as principais entregas do primeiro semestre estão as obras do Data Center Estadual, a conclusão do redesenho do Portal da Transparência, desenvolvido pela Controladoria Geral do Estado (CGE), e a realização de capacitações para servidores.
O Profisco II conta com investimento total de US$ 62,5 milhões, sendo US$ 56,2 milhões financiados pelo BID e US$ 6,2 milhões de contrapartida estadual. Apesar de coordenado pela Sefaz e com ações voltadas ao fisco estadual, o Profisco II também beneficia órgãos como a PGE, CGE, Seplag, MTI e MTPREV.
Ações de cidadania fiscal
Na área de cidadania fiscal, a secretaria destacou o crescimento do Programa Nota MT, que registrou 30,9 mil novos usuários no primeiro semestre de 2026, alcançando 819.066 pessoas cadastradas até junho.
No período, foram realizados seis sorteios mensais, com a distribuição de 6.060 prêmios, totalizando R$ 5,4 milhões aos cidadãos. As entidades sociais indicadas pelos participantes também foram beneficiadas com R$ 1,08 milhão em premiações. Ao final do semestre, o programa contava com 310 entidades cadastradas.
Com o objetivo de ampliar a presença do Programa Nota MT no interior do estado e fortalecer a aproximação com os cidadãos, a Sefaz também promoveu ações de educação e cidadania fiscal em eventos como a Corrida de Reis e o Multiação, além de atividades em unidades do Ganha Tempo e da realização de sorteios do programa em Sinop e Cáceres. As iniciativas buscam incentivar a participação da população e conscientizar sobre a importância de exigir a nota fiscal.
Além da Secretaria de Fazenda, outros 13 órgãos também apresentaram seus resultados durante a audiência pública.
Fonte: Governo MT – MT
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