MATO GROSSO
Forças de segurança apreendem arsenal e causam prejuízo de mais de R$ 118 mil às facções criminosas
MATO GROSSO
As forças de segurança do Estado de Mato Grosso apreenderam um arsenal com seis armas e 479 munições, nesta sexta-feira (23.5), em Pontes e Lacerda. A ação resultou em prejuízo de R$ 118 mil às facções criminosas.
O material bélico era transportado por dois homens que possuem extensa ficha criminal e suspeitas de envolvimento com crimes praticados por facções criminosas.
A ação ocorreu como parte das operações Tolerância Zero e Protetor das Fronteiras e Divisas, que reforçam o combate às facções criminosas e aos crimes transfronteiriços, respectivamente. Participaram da ocorrência o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), a Agência Regional de Inteligência e a Força Tática do 12º Comando Regional.
Após um trabalho de inteligência reunir informações sobre envolvidos em homicídios nas cidades de Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, as equipes policiais realizaram uma barreira em um ponto estratégico no primeiro município, quando abordaram uma caminhonete L200.
Os dois ocupantes da caminhonete fugiram em direção à mata e efetuaram disparos contra os agentes. Os policiais revidaram e, ao fim da ação, foram encontrados armamentos pesados e munições dentro do veículo. Os suspeitos foram baleados e encaminhados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos e foram a óbito.
A ação resultou na apreensão da caminhonete L200 Triton, modelo 2020/2021, avaliada em R$ 70 mil; e de duas carabinas calibre 12, dois revólveres calibre 357 e duas pistolas, sendo cada um estimada em R$ 14 mil.
Também foram encontradas grandes quantidades de munições: 114 unidades de calibre 12, 225 de calibre 9mm, 34 de calibre .40, 77 de calibre 357 e 29 de calibre 380.
A ocorrência foi encaminhada para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Pontes e Lacerda, onde será dada continuidade aos procedimentos legais.
O coordenador do Gefron, tenente coronel PM Manoel Bugalho, destacou que a apreensão tirará de circulação armamentos das facções criminosas, ação que está relacionada diretamente à ampliação das operações realizadas a partir do programa Tolerância Zero.
“Mais uma ação das forças de segurança do Estado dentro do programa Tolerância Zero contra as facções criminosas, que entrega um resultado positivo na retirada de circulação de armas e munições apreendidas. Foi um grande prejuízo as facções criminosas. A partir desta ação, mostramos a força da segurança pública no Estado de Mato Grosso” afirmou o coordenador.
*Sob supervisão de Fabiana Mendes
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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