MATO GROSSO
Exposição virtual reconta história de boate LGBTQIA+ de Cuiabá nos anos 80
MATO GROSSO
A boate LGBT ‘Panteras’, que funcionou em Cuiabá no final da década de 80, inspira a exposição virtual ‘Pelos olhos da Pantera’, que conta a história do espaço cultural a partir da vivência de quatro frequentadores do local. Aprovado no edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a mostra está disponível AQUI.
Da adaptação das roupas até a seleção para os shows, o cabeleireiro Ju Silva, o professor aposentado Adão Lesco, o produtor de festas e designer de fantasias Luciano Sousa e o pastor Joelson de Souza redesenham, por meio de suas memórias, uma parte da cena gay na capital do período.
Realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, o projeto, que inclui minidocumentário, conta com pesquisa e curadoria do jornalista André Garcia e produção visual do fotógrafo Henrique Santian. Além disso, por meio da página é possível ter acesso à playlist do Spotify “Play na Pantera”, que reúne as principais músicas tocadas à época.
De acordo com os entrevistados, a boate era fruto das reuniões no Jejé’s Dancing, antigo bar “GLS” no Beco do Candeeiro, quando o espaço ficou pequeno para as performances. Dali, o grupo migrou para a antiga boate Apocalipse, rebatizando-a como ‘Panteras’. Os discos de dance, trazidos diretamente de Londres pelo gerente do estabelecimento, garantiam a trilha sonora que a deu fama e a diferenciava de outras casas.

Instalada na região do Coxipó, mais ou menos na altura em que as avenidas Fernando Corrêa e Miguel Sutil se cruzam, oferecia um espaço seguro de acolhimento e diversão. “Lá ia todo mundo: gay, hétero, travesti. Tinha famílias que iam assistir aos shows. Era um lugar acolhedor, sem violência, uma pessoa conhecia a outra e uma protegia a outra”, explica Luciano, um dos responsáveis pela escolha dos shows.
Panteras fechou suas portas em 1992. O que permanece unânime e intacto entre eles, contudo, é a saudade e o orgulho. “Nunca me senti mulher, meu desejo não era esse. Mas tinha a coisa do desafio da transformação. Quando você conhece alguém fora do palco e depois vê a drag no palco, é outra pessoa. Isso que fascinava a gente”, conclui Adão Lesco.
MP MT
Ouvidoria Itinerante leva serviços ao Asa Bela e região
Moradores do bairro Asa Bela e região, em Várzea Grande, terão acesso a diversos serviços gratuitos neste sábado (26), das 8h às 12h, durante mais uma edição da Ouvidoria Itinerante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A ação será realizada no Centro Comunitário do Asa Bela e reunirá atendimentos nas áreas da saúde, assistência jurídica, orientação ao consumidor e oportunidades de qualificação profissional.Entre os serviços oferecidos estão consultas médicas, com vagas limitadas, vacinação contra a influenza, atualização da caderneta de vacinação e distribuição de kits de higiene bucal. A iniciativa busca facilitar o acesso da população a atendimentos essenciais e fortalecer a aproximação entre o Ministério Público e a comunidade.O evento contará ainda com a participação do Núcleo Jurídico da Faculdade de Direito de Cuiabá, que disponibilizará uma equipe de advogados para prestar orientações gratuitas à população. Os moradores poderão esclarecer dúvidas jurídicas e, quando cabível, receber apoio para o ajuizamento de ações sem custos.Também estarão disponíveis informações sobre oportunidades de emprego e cursos profissionalizantes, ampliando as possibilidades de inserção e qualificação no mercado de trabalho.Na área de defesa do consumidor, uma equipe do Procon prestará orientações relacionadas a demandas envolvendo fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água, cartões de crédito e outros serviços. O objetivo é auxiliar os cidadãos na busca por soluções para problemas de consumo.Durante toda a manhã, a população poderá ainda apresentar sugestões, reclamações, denúncias e demandas diretamente à equipe da Ouvidoria Itinerante do MPMT. A iniciativa tem como propósito ouvir os cidadãos e contribuir para o encaminhamento de questões que impactam a qualidade de vida da comunidade.Para a ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, a Ouvidoria é a principal porta de entrada do cidadão no Ministério Público, especialmente para a população em situação de vulnerabilidade. “Nós temos certeza de que o nosso patrão é o povo, é a coletividade. Por isso, precisamos ir até eles”, afirmou. A participação é gratuita e aberta a toda a população.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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