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“Estamos com a argamassa na mão”, diz Gallo sobre construção de novo sistema tributário

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Durante a abertura do Workshop de Reforma Tributária – IBS, realizado em parceria entre a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, destacou a importância da participação conjunta entre Estado e municípios na construção do novo sistema tributário nacional.

“Estamos com a argamassa na mão, construindo juntos esse novo sistema”, afirmou. Gallo explicou que o evento é uma oficina prática voltada para prefeitos, gestores municipais e técnicos da área tributária, com o objetivo de prepará-los para o funcionamento dos novos tributos criados pela Emenda Constitucional 132, como a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

“É o maior evento que realizamos em Mato Grosso sobre a reforma tributária. Trouxemos especialistas que estão diretamente envolvidos na regulamentação e operacionalização da nova legislação. Com isso, damos oportunidade aos municípios e ao Estado de compreenderem melhor o novo tributo que substituirá o ICMS e o ISS”, ressaltou.

O secretário destacou ainda que mais de 600 pessoas, entre participantes presenciais e online, acompanham o evento, reforçando a importância de se preparar para a nova realidade tributária.

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Durante o workshop, também foi assinado um Termo de Cooperação Técnica para criação de um comitê gestor regional, que terá a função de acompanhar, estudar e propor ações relacionadas à implantação do novo sistema tributário em Mato Grosso.

Para o presidente da AMM, Leonardo Bortolin, a realização desse evento representa um avanço no diálogo entre Estado e municípios. “Fico feliz com essa parceria. A reforma tributária e as regras do IBS vão impactar muito os municípios, especialmente Mato Grosso, que é um dos estados que mais perdem. Um evento como esse leva informação a todos e nos prepara para enfrentar os desafios que virão”, afirmou.

O ciclo de palestras aborda temas como os desafios e a preparação dos entes federativos para o novo cenário econômico, o papel de Estados e Municípios na configuração do novo sistema tributário, arrecadação, sistema de apuração, fiscalização e gestão do IBS, entre outros assuntos estratégicos.

O objetivo é aprofundar o conhecimento técnico, promover a troca de experiências e preparar gestores e equipes para a transição e implantação efetiva da Reforma Tributária no contexto estadual e municipal.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ambiente lúdico da Pediatria do Hospital Central contribui para a recuperação dos pacientes

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A internação de uma criança pode ser um momento desafiador para toda a família. Para tornar essa experiência mais acolhedora, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso investe em estratégias que unem humanização e assistência especializada. Ambientes inspirados no universo infantil, brinquedotecas distribuídas por diferentes setores e a atuação de brinquedistas ajudam a reduzir o estresse da hospitalização, tornando os pacientes mais receptivos ao tratamento e contribuindo para sua recuperação.

A coordenadora de Enfermagem da ala pediátrica, Raquel Calasans, atua há mais de 20 anos na saúde infantil e conta que esse ambiente mais leve facilita a relação tanto com os pequenos como com os familiares. “As crianças não querem ir embora, porque se sentem mais à vontade. Cada personagem transmite uma mensagem de força, de que ‘vai dar certo’. Elas se distraem com as brincadeiras e ficam mais abertas à assistência da equipe, o que resulta em uma alta mais rápida”, observa.

A estrutura de 51 leitos de Enfermaria, 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 18 de Cuidados Intermediários (UCI) do hospital tem temas do universo infantil dos mais variados. São personagens do fundo do mar, de princesas, da selva, de super-heróis, todos adaptados para diferentes faixas etárias e interesses.


Até o centro cirúrgico foi ambientado com luzes especiais para tornar o espaço mais agradável. Ao todo, o hospital tem três brinquedotecas distribuídas nos setores de internação e laboratório.

Focado em procedimentos de alta complexidade, o Hospital Central é uma unidade do Governo de Mato Grosso, administrada pelo Einstein Hospital Israelita, que atende integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde o início da operação, em janeiro, até dia 30 de setembro, foram realizadas no hospital 2.985 consultas ambulatoriais pediátricas, envolvendo 1.620 pacientes atendidos nas especialidades de cirurgia pediátrica, ortopedia pediátrica e cardiologia pediátrica. No mesmo período, houve 1.272 internações nas unidades de Pediatria e UTI Pediátrica de pacientes menores de 16 anos, sendo 519 provenientes da regulação de urgência.

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No centro cirúrgico do Hospital Central foram realizados 946 procedimentos em pacientes de até 19 anos, de 107 municípios de Mato Grosso, sendo 151 em menores de 1 ano; 275 em pacientes de 1 a 4 anos; 246 em pacientes de 5 a 9 anos e 274 em pacientes de 10 a 19 anos. A primeira cirurgia robótica pediátrica pelo SUS no Centro-Oeste foi realizada no Hospital Central em julho. Desde então, já são 17 até setembro.


Hora de brincar

A preocupação com a experiência das crianças no hospital é tão grande que a unidade dispõe de profissionais focados em tornar a jornada hospitalar mais leve. Capacitadas em monitoria de recreação, as brinquedistas são responsáveis pelos momentos lúdicos dos pacientes mirins.

Atualmente, há quatro brinquedistas no hospital, que se dividem entre a internação e o laboratório. “São elas que definem o tipo de dinâmica mais adequada à cada faixa etária e quais atividades contribuem com a hospitalização. São elas que emprestam para as crianças os brinquedos de que mais gostam para levar para o leito e definem as brincadeiras”, explica Raquel.


A ‘permissão’ para a brincadeira durante a internação é uma forma de driblar o estresse da hospitalização, explica Debora Gouget, coordenadora médica da Pediatria. “A criança está numa situação em que sente dor, tem uma doença aguda ou vai fazer uma cirurgia. É uma situação de estresse, que pode trazer traumas. A possibilidade de brincar quebra um pouco isso”, afirma.

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Além do ambiente atrativo e das brincadeiras, há outras estratégias para acolher os pacientes infantis. Manter as janelas abertas, com as devidas travas de segurança, para as crianças poderem ver o céu mostra um cuidado especial com quem está no leito. Medidas como essa ajudam a diminuir o estresse e a ansiedade gerados pela comorbidade e garante um cuidado humanizado aos pacientes.

“Esses cuidados, que podem parecer pequenos detalhes, fazem a diferença e são parte da cultura do Einstein, de tornar a experiência do paciente a mais satisfatória possível”, contextualiza a diretora da unidade, Alessandra Bokor.

Na internação de crianças, vários profissionais entram em campo: psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e assistentes sociais, além dos médicos, enfermeiros e brinquedistas. “São todos muito comprometidos e que atuam de forma colaborativa, visando entregar o melhor ao paciente. Saber que se pode contar com o outro faz toda a diferença”, observa Debora.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.

Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Fonte: Governo MT – MT

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