MATO GROSSO
Empresas já podem se inscrever para o prêmio de inovação e empreendedorismo Inova MT
MATO GROSSO
Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Inova Mato Grosso, iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) para pequenos negócios e empresas de micro, pequeno e médio porte que inovam processos e aumentam a competitividade no mercado. Os interessados vão disputar premiação que inclui bolsas para profissionais com mestrado, que somam R$ 540 mil.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente online, via formulário (acesse aqui), até às 23h59 do dia 31 de outubro.
As empresas vencedoras receberão 9 bolsas para profissionais com mestrado, que irão auxiliar no desenvolvimento de projetos de inovação pelo prazo de até 12 meses – um investimento de R$ 540 mil através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
Outros prêmios incluem troféu alusivo; participação em eventos e capacitações promovidos pelo Parque Tecnológico; divulgação das empresas em mídias nacionais e internacionais; uma viagem para uma missão técnica de Benchmarking em Gestão da Inovação totalmente planejada e custeada pela Seciteci; e inclusão das empresas no ecossistema do Parque Tecnológico, ótima oportunidade de criar conexões e negócios.
Poderá haver somente uma inscrição por CNPJ, uma vez que o prêmio avalia a organização e não de projetos específicos. Não poderão concorrer empresas que já tenham sido premiadas como primeira colocada em cada categoria das edições anteriores, salvo se a inscrição for para categoria diversa, além do terceiro setor.
Ao todo, nove empresas sairão vencedoras – podendo ser primeiro, segundo e terceiro lugar em cada uma das categorias: microempresa (renda bruta anual menor ou igual a R$ 360 mil), pequeno porte (superior a R$ 360 mil e inferior a R$ 4,8 milhões) e médias empresas (superior a R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões).
Após preencher o formulário de inscrição, os representantes das empresas devem acessar um questionário de autoavaliação. A premiação é realizada por meio da verificação deste autodiagnóstico, sendo necessário a apresentação de documentos que comprovem as práticas descritas.
“A realização do prêmio é a materialização da nossa missão de apoiar a inovação e o empreendedorismo no Estado, assim como apoiamos a produção científica e o ensino técnico, tecnológico e profissionalizante”, afirma Allan Kardec, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso.
Para a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Lecticia Figueiredo, o prêmio é uma excelente oportunidade para empreendedores da região. “É uma chance para que esses empresários e profissionais inovadores que já estão praticando inovação dentro das suas empresas tenham um reconhecimento do Estado”.
O Inova Mato Grosso é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Seciteci, Parque Tecnológico de Mato Grosso e Fapemat. Também conta com apoio do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.
A banca avaliadora selecionará finalistas em cada categoria, que serão convidadas para a Cerimônia de Reconhecimento das Vencedoras, que ocorrerá no mês de dezembro de 2024, em Cuiabá.
Acesse o regulamento aqui.
*Sob supervisão de Téo Meneses
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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