MATO GROSSO
Com novas bolsas de pesquisa, Seciteci lança 3ª edição do Prêmio Inova Mato Grosso
MATO GROSSO
Organizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o prêmio tem como objetivo reconhecer as empresas de micro, pequeno e médio portes multissetoriais que ao longo do ano empregaram esforços na aplicação e gestão da inovação.
As iniciativas selecionadas vão receber diversos incentivos, incluindo consultorias e o acompanhamento de um pesquisador selecionado para se dedicar no apoio ao aperfeiçoamento das ações inovadoras dentro das empresas.
Para a edição de 2023, o número de bolsas direcionadas aos pesquisadores aumentou em relação à edição anterior, passando de seis para nove bolsas.
Com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat), os pesquisadores farão a união do conhecimento acadêmico com a necessidade de desenvolver soluções inovadoras para os problemas encontrados pelos empreendedores na rotina de suas empresas.
Além da consultoria, os vencedores também serão levados para uma missão técnica Benchmarking em Gestão da Inovação, em uma cidade brasileira previamente selecionada. A visita técnica irá proporcionar um momento de networking entre os empreendedores mato-grossenses e de outros estados.
Ao todo, 10 empresas serão selecionadas como finalistas em cada uma das três categorias definidas em edital. Dentre as categorias estão: Microempresa com receita bruta anual menor ou igual a R$ 360 mil; Empresa de Pequeno Porte com receita bruta superior a R$ 360 mil e menor ou igual R$ 4,8 milhões; e Médias Empresas com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões.![]()
Segundo o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, o prêmio é uma importante oportunidade para os empreendedores mato-grossenses potencializarem seus resultados e tornarem seus negócios mais competitivos.
“Com esse prêmio, nós conseguimos unir o trabalho de estudo dos pesquisadores com os conhecimentos de quem empreende na prática. Essa união é fundamental para que a gente possa proporcionar um cenário favorável para o desenvolvimento das empresas e também tornar Mato Grosso um estado ligado ao que há de mais inovador na gestão de negócios”, disse.
Já para a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, Lecticia Figueiredo,
“Estamos muito felizes em poder realizar a terceira edição do Prêmio Inova. Essa é uma iniciativa que já apoiou diversas empresas de diferentes áreas e em sua terceira edição vai apoiar ainda mais com um número maior de bolsas de pesquisa. É sem dúvidas um dos maiores projetos de integração entre a academia e o setor do empreendedorismo de Mato Grosso”, afirmou.
Sobre as inscrições
As inscrições devem ser feitas exclusivamente online, por meio do preenchimento de um formulário de informações. Além disso, o participante também vai precisar responder um questionário de autoavaliação sobre as ações de inovação já empreendidas na sua organização.
Poderá haver somente uma inscrição por CNPJ, uma vez que o Prêmio realiza a avaliação da organização – e não de projetos específicos. As unidades com CNPJ diferentes de um mesmo Grupo Empresarial poderão participar separadamente.
A plataforma de inscrição será aberta a partir das 8h do dia 1º de outubro e encerrada no dia 31 do mesmo mês, às 23h59, no horário de Brasília. O edital preliminar já está disponível em diário oficial. Para acessar o edital, clique aqui.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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