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Com apoio da Fapemat, projeto de pesquisa da UFMT transforma isopor em isolante térmico para construção civil

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Pesquisadores e alunos do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, em Barra do Garças, propõem dar nova destinação ao isopor (poliestireno expandido), um dos resíduos mais difíceis de reciclar e que gera grande impacto ambiental quando descartado de forma irregular na natureza. O projeto recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat).

De acordo com o orientador do projeto, professor doutor Marcio de Andrade Batista, a iniciativa busca reutilizar compósitos de isopor como isolante para blocos e tijolos de construção, com potencial para oferecer conforto térmico em edificações e reduzir o consumo de energia.

“Centenas de toneladas de isopor são produzidas anualmente pelas indústrias e, após o uso primário, acabam acumuladas em depósitos ou descartadas em ruas e áreas naturais. A proposta do grupo de pesquisa sugere soluções práticas para minimizar resíduos urbanos e reaproveitar recursos”, disse.

Os integrantes do grupo coletaram isopor de lojistas e comerciantes de Barra do Garças e levaram para o Laboratório de Processos Industriais da UFMT. Lá, o material coletado foi fragmentado, retirado o gás de pentano e moldado em blocos e tijolos de construção com seis cavidades.

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Além disso, em alguns protótipos, o isopor foi combinado com resíduos de carvão (cinzas), dando origem a um material conjugado, solidificando-se e criando uma camada isolante sem alterar o peso e a estrutura.

Esses blocos experimentais passam por uma avaliação técnica, na qual os pesquisadores analisam a estabilidade mecânica, a conformação estrutural e as propriedades térmicas, que indicam eficiência no isolamento e economia de energia em aplicações na construção civil.

“O projeto oferece uma alternativa sustentável para reduzir o acúmulo de lixo urbano, diminuir o impacto ambiental e gerar valor econômico a um resíduo de difícil destinação. Os testes confirmaram a eficiência térmica dos protótipos, e, com isso, a tecnologia poderá ser replicada, contribuindo para construções mais sustentáveis e para a redução dos gastos com energia elétrica”, concluiu o professor doutor Marcio de Andrade.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz apresenta avanços na ALMT e destaca retomada de obra da sede após dez anos

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) apresentou, nesta quinta-feira (15.10), o balanço das suas metas físicas referentes ao primeiro semestre de 2026. Os resultados foram divulgados durante a audiência pública de metas do Governo do Estado, realizada na Assembleia Legislativa (ALMT) e coordenada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

As informações foram apresentadas à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone, pelos secretários adjuntos de Administração Fazendária, Radiana Clemente, de Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni, e de Transformação Digital e Inovação Fazendária, Kleber Geraldino.

A retomada da obra do Complexo VI da sede fazendária, após mais de uma década de paralisação, foi um dos principais destaques do relatório apresentado. A construção, que tem entrega prevista para o próximo ano, integra o processo de modernização da infraestrutura da secretaria e visa melhorar as condições de atendimento, fortalecer a estrutura de fiscalização e proporcionar ambientes mais adequados para servidores e contribuintes.

“Estamos avançando na modernização da infraestrutura da Sefaz, com a conclusão de obras importantes e a retomada de projetos que estavam paralisados há muitos anos. Esse trabalho demonstra o compromisso do Governo do Estado com os investimentos em infraestrutura, que beneficiam a população e proporcionam melhores condições de trabalho aos servidores”, destacou a secretária adjunta de Administração Fazendária, Radiana Clemente.

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As melhorias também contemplam unidades de fiscalização no interior do Estado e obras de urbanização, implantação de infraestrutura tecnológica e reformas das unidades administrativas. De acordo com o relatório, as ações de modernização e revitalização da infraestrutura fazendária alcançaram 85,51% no indicador de capacidade operacional e financeira da despesa no primeiro semestre de 2026.

Outro destaque do balanço foram os avanços do Profisco II, programa financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que busca fortalecer a gestão fiscal, financeira e tributária do Estado. Entre as principais entregas do primeiro semestre estão as obras do Data Center Estadual, a conclusão do redesenho do Portal da Transparência, desenvolvido pela Controladoria Geral do Estado (CGE), e a realização de capacitações para servidores.

O Profisco II conta com investimento total de US$ 62,5 milhões, sendo US$ 56,2 milhões financiados pelo BID e US$ 6,2 milhões de contrapartida estadual. Apesar de coordenado pela Sefaz e com ações voltadas ao fisco estadual, o Profisco II também beneficia órgãos como a PGE, CGE, Seplag, MTI e MTPREV.

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Ações de cidadania fiscal

Na área de cidadania fiscal, a secretaria destacou o crescimento do Programa Nota MT, que registrou 30,9 mil novos usuários no primeiro semestre de 2026, alcançando 819.066 pessoas cadastradas até junho.

No período, foram realizados seis sorteios mensais, com a distribuição de 6.060 prêmios, totalizando R$ 5,4 milhões aos cidadãos. As entidades sociais indicadas pelos participantes também foram beneficiadas com R$ 1,08 milhão em premiações. Ao final do semestre, o programa contava com 310 entidades cadastradas.

Com o objetivo de ampliar a presença do Programa Nota MT no interior do estado e fortalecer a aproximação com os cidadãos, a Sefaz também promoveu ações de educação e cidadania fiscal em eventos como a Corrida de Reis e o Multiação, além de atividades em unidades do Ganha Tempo e da realização de sorteios do programa em Sinop e Cáceres. As iniciativas buscam incentivar a participação da população e conscientizar sobre a importância de exigir a nota fiscal.

Além da Secretaria de Fazenda, outros 13 órgãos também apresentaram seus resultados durante a audiência pública.

Fonte: Governo MT – MT

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