MATO GROSSO
Casa Cuiabana recebe Festival São Lua neste sábado (22)
MATO GROSSO
O Centro Cultural Casa Cuiabana, patrimônio histórico de Mato Grosso desde 1983, foi construído no século 18 e abriga memórias seculares da cultura mato-grossense. No próximo sábado (22), o casarão abre as portas para a 14ª edição do Projeto São Lua. O evento terá entrada gratuita, com início às 18h e encerramento às 23h.
Esta edição será a primeira fora de Chapada dos Guimarães, local onde o movimento artístico iniciou, há mais de um ano, como forma de resistência e apoio aos artistas na pandemia.
Em todas as edições, a produção do Festival teve o cuidado de escolher espaços com memórias culturais e contato com a natureza. Uma das edições, em Chapada dos Guimarães, foi realizada na Cafua Centro Cultural, reduto das artes e único espaço com palco para teatro no município.
O Projeto São Lua, O Pequeno Grande Festival, pode ser definido como um movimento cultural que envolve música, diversas expressões artísticas, gastronômicas e também um espaço para exercício da economia criativa, como a Rua do Bem Querer, que é uma praça de convívio dentro do evento, que conta tendas de alimentos, exposição de artesanatos e muita arte, comercializados a preços acessíveis.
Shows na Casa Cuiabana
Nesta edição de Cuiabá, o São Lua vai contar com apresentação principal do performático Caio Mattoso e abertura do multiartista Rogê Além. Os dois artistas movimentam a cena cultural mato-grossense há mais de uma década, sempre fortalecendo o trabalho autoral.
Rogê foi o vocalista da Engenho de Dentro, banda autoral que inovou ao incluir em seus shows performances de dança, teatro e até artes visuais. O estilo musical era uma mistura dos mais variados ritmos da Música Popular Brasileira, além de blues, jazz e também muito rock. Nos últimos anos, Rogê ampliou o seu trabalho na produção cultural e é um dos idealizadores do Projeto São Lua, juntamente com a produtora cultural Neyres Taveira.
Já Caio Mattoso é compositor e ator que se dedica ao teatro, cinema e música. Licenciado em filosofia, principalmente, é um curioso e ativista. Tem alguns contos publicados, filmes, e discos. Atualmente estuda dramaturgia na Unemat, na Escola de Teatro e Designer Musical. Em 2022, está lançando álbum novo ao lado de Júlia Belle.
No São Lua, Caio Mattoso vai apresentar seu show “É o Antônio”, em que toca três discos: Experimenta Assim, Meu Pandeiro Veio Quebrado e Quanto Todo o Cabaré Chora contigo.
Impulsionador de artistas
O Projeto São Lua iniciou um movimento cultural, em que uma das principais metas é valorizar o artista que se apresenta e o público que frequenta. Rodrigo Mendes, artista autoral, músico e intérprete, foi a atração principal da edição de número 13, em meio à mata da Casa Flora, em Chapada dos Guimarães. Para ele, a sensação foi única e até mística.
“Estar ali, para mim foi muito mais que uma apresentação musical do artista Mendes, foi uma experiência do ser Rodrigo Mendes vibrando em harmonia com o lugar, pessoas, arte, poesia, natureza, animais, sabores e cheiros em uma mesma frequência de amor, felicidade e paz interior”, definiu o artista.
Alcione Lescano, músico, professor e morador de Chapada dos Guimarães, disse que a apresentação no São Lua foi um divisor de águas em sua vivência musical. “Foi a partir da apresentação neste festival que decidi seguir a carreira de artista. A recepção amiga dos anfitriões do evento e a energia contagiante de um público receptivo à músicas autorais foi um marco para eu continuar compondo e fazendo shows autorais”, disse. Lescano pontuou ainda que enxerga o Festival São Lua como um evento impulsionador de novos artistas.
Rua do Bem Querer
A Rua do Bem Querer é destinada aos artistas empreendedores, que fomentam a economia criativa, participando de feiras, eventos e assim, cumprindo o papel social de fazer circular as ações de empreendedores culturais.
O espaço segue os conceitos propostos pelo Programa MT Criativo, que visa articular uma rede de negócios que contemple os princípios de criatividade, diversidade cultural, sustentabilidade e inclusão social. Um exemplo disso, foi a edição 13, em Chapada, que contou com uma diversidade de produtos, teve venda de pães, geleias e até sabonetes artesanais. Além de enxovais feitos à mão, artesanato hippie, comida árabe, drinks e cerveja de qualidade.
Uma das expositoras, Glaura Marcela, disse que a experiência foi uma oportunidade, que trouxe muitos benefícios, como interagir com outros expositores, com trocas de experiência e vivências. “Um projeto cultural que serviu como vitrine para o meu trabalho e agregou muito estar um espaço cultural, com músicas, cobertura de imagem e produção de vídeos.
A apresentação musical variada e de qualidade, me deu a oportunidade de fazer novos contatos, com pessoas que valorizam o trabalho manual e o acolhe como uma forma de expressar a arte”, afirmou.
Acesso à Cultura
Idealizado pelos produtores Neyres Taveira e Rogê Além, ativistas e produtores culturais com anos de atuação no cenário da música em nosso estado, o Projeto São Lua nasceu para promover a cultura e também valorizar o ser humano. Essa valorização vem no reconhecimento dos artistas e também de quem consome espetáculos musicais.
Já a descentralização das atividades, a expansão das fronteiras, foi possível por meio de uma emenda parlamentar destinada pelo deputado estadual Allan Kardec (PSB). Toda a produção é feita pela equipe do Projeto São Lua, com realização do Instituto Kurâdomôdo Cultura Sustentável e o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria do Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Serviço
14ª Edição do Projeto São Lua
Como participar: No perfil do @projetosaolua no instagram tem as informações sobre como garantir a sua participação gratuita.
Como: Música, arte, gastronomia, muita diversão
Data: Centro Cultural Casa Cuiabana, das 18h às 23h
Entrada franca
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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