MATO GROSSO
Batalhão de Trânsito fiscaliza 760 veículos e prende seis pessoas no feriado prolongado
MATO GROSSO
O Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar de Mato Grosso fiscalizou 760 veículos e prendeu seis pessoas em flagrante por embriaguez ao volante e direção perigosa, durante a Operação Corpus Christi, deflagrada entre os dias 16 e 19 de junho. No período, também foram registrados o total de 395 Autos de Infração de Trânsito (AIT).
Durante a operação, foram realizados 148 testes de etilômetro, que resultaram na prisão em flagrante de cinco condutores pelo crime de alcoolemia. Além disso, nove motoristas foram autuados por alcoolemia e outros quatro autuados por se recusarem a realizar o teste de etilômetro e estarem em visível estado de embriaguez.
Ao longo da operação, o policiamento foi realizado com 38 pontos de barreiras e bloqueios, e 87 pontos demonstrativos do BPMTran, nas rodovias Emanuel Pinheiro (MT-251), que liga a Capital à Chapada dos Guimarães; Helder Cândia (MT-010/Estrada da Guia), Palmiro Paes de Barros (MT-040), que liga Cuiabá ao município de Santo Antônio do Leverger), assim como também na rodovia MT-130, no entroncamento entre as cidades de Primavera do Leste e Rondonópolis.
Ainda, entre as aplicações de AIT, 92 foram pelo transporte irregular de crianças (Art. 168); 48 pela falta de uso de cinto de segurança (Art. 167) e 48 pelo uso de celular ao volante (Art. 252). Também houveram 23 registros por uso de som automotivo irregular (Art. 228); 23 por ultrapassagens em locais proibidos (Art. 191 e 293-V); 21 por situação irregular com a carteira de habilitação (Art. 162-I); e duas infrações por escapamento de veículo irregular (Art. 230-XI).
Entre as medidas restritivas aplicadas estão o recolhimento de 20 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs), 11 recolhimentos de Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) e seis remoções de veículos.
Os policiais do Batalhão de Trânsito também registraram cinco acidentes, sendo três onde os veículos envolvidos apenas sofreram danos materiais e dois casos onde houve o registro de vítimas feridas.
Em um dos casos, na tarde deste domingo (19), um homem veio a óbito após colidir sua motocicleta em um veículo, na rodovia MT-251. A vítima estava em alta velocidade e não conseguiu concluir uma curva, vindo a colidir frontalmente com o carro.
MP MT
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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