MATO GROSSO
Aula inaugural dá início à 2ª edição do programa de aceleração de negócios criativos no Estado
MATO GROSSO
“É imensurável a satisfação em dar início ao MOVE 2 e continuar oferecendo aprendizados que ajudarão as iniciativas mato-grossenses a terem uma forma sustentável de desenvolvimento. O sucesso dessas iniciativas de impacto cultural e social será o nosso sucesso e de todo o Estado, por isso acreditamos e trabalhamos muito para isso, contem conosco para deslanchar”, lembrou aos participantes o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Durante seis meses, os responsáveis pelas iniciativas irão passar por 1.700 horas de capacitação e mentorias em gestão, inovação, impacto social, criatividade e comunicação. Ao final do ciclo, as cinco iniciativas mais bem avaliadas receberão prêmios no valor total de cerca de R$ 350 mil e poderão realizar um intercâmbio no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro (RJ), em que farão uma imersão no ecossistema da economia criativa da cidade.
Na aula inaugural desses dois primeiros dias são abordadas informações sobre a programação e a metodologia do ciclo de aceleração, além do workshop ‘Estruturando Negócios de Impacto’. As próximas atividades envolvem ainda modelagem dos negócios por meio de um mapa de diagnóstico para definição de prioridades de desenvolvimento e atuação de cada projeto ou negócio selecionado.
“O Move é um programa que concretiza uma política de desenvolvimento, feito de forma colaborativa numa pegada que potencializa as iniciativas criativas de Mato Grosso. Temos muito orgulho desse programa que, inclusive, já está sendo copiado por outros Estados. Contamos com todos aqui para levar a mensagem da importância da economia criativa e sejam bem-vindos a essa jornada de capacitação”, disse o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, na mensagem de boas-vindas aos participantes.![]()
Resultados
O programa é voltado para quem atua no mundo das artes, negócios digitais e em criações funcionais (urbanismo, moda, gastronomia, turismo, etc). Em sua primeira edição, a aceleração atendeu 30 negócios do segmento da economia criativa mato-grossense. Confira o e-book final AQUI.
“Os participantes da primeira edição são hoje influenciadores e defensores do programa por causa dos resultados de crescimento obtidos com a aceleração, houve muitos avanços, inclusive financeiros para esses projetos. E eles são exemplos que nos ajudaram a promover a continuidade do MOVE-MT”, expôs a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa na Secel, Keiko Okamura.
Nessa segunda edição, dentre os selecionados estão iniciativas de vários municípios mato-grossenses, que incluem Aripuanã, Cuiabá, Poconé, Juína, Campo Verde, Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimarães, Cáceres e Várzea Grande. A seleção ocorreu por meio de edital público.
Para Flávia Firmini, que representa o projeto ‘Apoio à Cadeia de Valor do Cacau no Noroeste de MT, de Juína, a participação no programa busca agregar valor ao produto típico da Amazônia mato-grossense.
“Estamos aqui para poder estruturar a empresa, mas mais do que isso, queremos levar esse conhecimento aos pequenos produtores que também são empreendedores. Queremos agregar valor, gerar impacto de renda para toda a cadeia produtiva do cacau e mostrar que a cultura de produção familiar pode ser levada muito além da nossa região”.
De Várzea Grande, a Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT) foi uma das iniciativas selecionadas e, Celi Minas Novas, que representa o movimento, também falou sobre a expectativa com o programa.
“Nosso objetivo nesse ciclo de aceleração é aprender bastante e mostrar que é possível sobreviver de cultura, que a cultura também pode trazer renda. Que todos os envolvidos nesse movimento, do artesão à doceira, acreditem na potência do setor cultural”, destacou Celi.
Conheça todos os projetos selecionados no MOVE_MT 2 (link aqui).![]()
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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