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MATO GROSSO

Após faturar R$ 305 mil em feira nacional, MT abre seleção para Fenearte

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MATO GROSSO

O artesanato mato-grossense fechou a participação no 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, em São Paulo, com mais de R$ 305 mil em vendas e mais de 2 mil peças comercializadas. Agora, o Governo de Mato Grosso abriu novo edital para selecionar os artesãos que irão representar o Estado na 26ª edição da Fenearte, considerada a maior feira de artesanato da América Latina.

O chamamento público prevê a seleção de 10 artesãos, mestres artesãos, associações, cooperativas e grupos de produção artesanal para participar da feira, que será realizada entre os dias 8 e 19 de julho de 2026, em Olinda (PE). As inscrições seguem abertas até o dia 29 de maio.

O edital foi publicado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), por meio da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e contempla vagas específicas para mestre artesão, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e entidades representativas do setor.

“Participar da Fenearte é muito mais do que vender peças. É colocar o artesanato mato-grossense em uma das maiores vitrines da América Latina, mostrando nossa identidade cultural, nossas tradições e a força econômica que existe por trás desse trabalho. Essas feiras abrem mercado, geram renda e permitem que os artesãos levem o nome de Mato Grosso para compradores de todo o país e até do exterior”, comentou a coordenadora da Artesanato da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Lourdes Sampaio.

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A abertura da seleção ocorre logo após Mato Grosso registrar um dos maiores faturamentos já alcançados pelo artesanato estadual em feiras nacionais. Segundo relatório da Coordenadoria do Artesanato da Sedec, os 11 artesãos que participaram do Salão do Artesanato, em São Paulo, realizado de 13 a 17 de maio, comercializaram mais de 2 mil peças, movimentando R$ 305.768 em negócios.

As peças expostas chamaram atenção pela diversidade de matérias-primas e referências culturais, incluindo trabalhos produzidos em madeira, argila, sementes, fios, tecidos e artesanato indígena.

O artesanato indígena de Mato Grosso, inclusive, foi um dos destaques da feira nacional realizada no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera. A delegação reuniu artesãos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.

O apoio institucional foi apontado pelos próprios artesãos como fundamental para viabilizar a participação nas feiras nacionais, já que os custos logísticos normalmente inviabilizam a presença individual em grandes eventos do setor.

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Conforme o edital, o Governo Federal disponibiliza o espaço expositivo por meio do Programa do Artesanato Brasileiro, enquanto o Governo de Mato Grosso fica responsável pelo suporte operacional e logístico dos artesãos selecionados.

A Fenearte reúne expositores de todo o país e é considerada uma das principais vitrines do artesanato brasileiro, atraindo compradores, lojistas, arquitetos, decoradores e representantes do mercado nacional e internacional.

As inscrições podem ser feitas presencialmente, por e-mail ou por formulário eletrônico disponível no site da Sedec por meio deste link https://www.sedec.mt.gov.br/proposta-de-realizacao-de-chamamento-publico1

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia

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A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação de vulnerabilidade em Primavera do Leste, além da fixação de alimentos provisórios a serem pagos pelo genitor. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível do município após atuação da 2ª Promotoria de Justiça Cível.O caso chegou ao Judiciário após acompanhamento realizado pela rede de proteção, que identificou sucessivas situações de risco envolvendo as crianças. Conforme os relatórios encaminhados aos autos, os menores estavam sob os cuidados da avó paterna, pessoa idosa que não reunia condições físicas e cognitivas adequadas para garantir a assistência necessária, enquanto o pai não aderiu aos acompanhamentos psicológico e psicossocial indicados pelos órgãos responsáveis e apresentava participação limitada nos cuidados dos filhos.Diante do agravamento do quadro e do insucesso das medidas extrajudiciais adotadas, o MPMT ingressou com pedido de medida protetiva visando assegurar os direitos fundamentais das crianças. Na ação, o Ministério Público destacou a persistência da situação de vulnerabilidade, as dificuldades de acompanhamento escolar, psicológico e de saúde, além da inexistência, naquele momento, de familiares aptos a assumir a guarda.A Justiça reconheceu a situação de risco decorrente da omissão parental e deferiu a medida protetiva de acolhimento institucional, considerada excepcional e provisória, com o objetivo de garantir a proteção integral dos irmãos até que seja avaliada a possibilidade de reintegração familiar ou outra medida adequada.Além do acolhimento, a decisão fixou alimentos provisórios em favor das crianças no valor correspondente a 60% do salário mínimo vigente, a serem pagos de forma rateada entre os genitores. O magistrado ressaltou que o acolhimento institucional não afasta o dever legal de sustento dos filhos, obrigação inerente ao poder familiar e prevista na legislação brasileira.Para o promotor de Justiça Matheus Pavão de Oliveira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste, a medida reforça a prioridade absoluta conferida à proteção de crianças e adolescentes. “Quando todas as alternativas de proteção e fortalecimento familiar se mostram insuficientes para cessar uma situação de risco, o acolhimento institucional pode se tornar necessário para garantir a integridade e o desenvolvimento da criança”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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