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Adolescentes do Pomeri participam de oficina de Hambúrguer Gourmet

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MATO GROSSO

Adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Centro de Atendimento Socioeducativo (Complexo Pomeri) colocaram a mão na massa, ou melhor, em pães, temperos e hambúrgueres, durante aula prática de Hambúrguer Gourmet, abrindo as atividades do Segundo Ciclo de Oficinas Socioeducativas na unidade, em Cuiabá.
 
A ação foi idealizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) e tem como objetivo possibilitar novas oportunidades aos adolescentes, através do empreendedorismo.
 
Um dos participantes contou que aprendeu tudo da aula e pretende aproveitar o conhecimento, quando sair do sistema. “Agora sei temperar, fazer um hambúrguer caseiro, montar o sanduiche, tanto como se fosse um baguncinha, ou um hambúrguer chique”, revela. “Para nós foi uma boa oportunidade para aprender e quando sair ter uma chance de arrumar um emprego”.
 
“Gostei mesmo”, anunciou outro participante. “Quando sair e tiver um emprego vou abraçar (a oportunidade), vou fazer cursos e aprender mais”, promete.
 
O líder de ações socioeducativas – GMF/TJMT, Tiago Perussi Lima Rodrigues, responsável pela oficina de Hambúrguer Gourmet, aponta que a capacitação tem o objetivo de ocupar o tempo dos adolescentes e também profissionalizante. “Estamos preparando esses adolescentes para que possam ser inseridos no mercado de trabalho, seja abrindo o próprio negócio, seja buscando uma vaga no setor de alimentos, no mercado de eventos, que está em constante expansão no Estado de Mato Grosso”, aponta.
 
Ciclo de Oficinas – Ainda estão previstas aulas práticas de Bolo no Pote Doce, Pães Artesanais e Decoração Natalina, todas desenvolvidas por oficineiros(as) voluntários(as), servidores do GMF e servidores do próprio Sistema Socioeducativo.
 
Além das oficinas, os adolescentes recebem acompanhamento psicológico de um grupo de estudantes de psicologia da Universidade de Cuiabá (Unic), sob a coordenação da professora Carla Queiroz. No decorrer das oficinas, as futuras psicólogas traçam o perfil dos adolescentes, analisando o empenho e envolvimento de cada.
 
O pré-projeto experimental visa a sua multiplicação para as demais unidades socioeducativas do Estado e conta com o apoio da Segunda Vara Especializada da Infância e Juventude, que possui como juiz titular o também coordenador do GMF/Eixo Socioeducativo, juiz Túlio Duailib Alves Souza, e da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).
 
Para o melhor desempenho e aproveitamento dos adolescentes, antes das oficinas são realizados pelas estudantes os ciclos de palestras magnas, abordando o tema ‘Autoestima e Empreendedorismo’ e também são oferecidas sessões de Ciclos Restaurativos com temas como violência.
 
Programação – As oficinas para unidade masculina serão realizadas em dias diferentes nos mesmos horários: 9h às 10h/ 13h às 15h/ 15h30 às 16h. As próximas aulas já estão agendadas:
09 de novembro – Bolo no Pote Doce;
11 de novembro – Pães Artesanais;
16, 18 e 23 de novembro – Decoração Natalina.
 
As datas das oficinas para a unidade feminina ainda não foram definidas. No encerramento do ciclo será realizada a ‘Festa da Família, com uma confraternização entre adolescentes, pais e servidores do sistema socioeducativo, em data a ser definida.
 
Primeiro Ciclo de Oficinas Socioeducativas – A primeira fase das oficinas socioeducativas foi um sucesso e contemplou diversas áreas como artes, artesanato, culinária, danças étnicas e se encerrou no dia 07 de outubro, com a oficina de Restauro de Móveis.
 
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto colorida em formato horizontal do oficineiro ensinando os adolescentes a produzirem hambúrgueres.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Procuradora destaca proteção às mulheres indígenas em oficina

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A coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, participou nesta terça-feira (8) da Oficina de Formação das Conselheiras da FEPOIMT Mulher, realizada dentro da programação de formação continuada promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT).
Durante o encontro, a procuradora de Justiça do MPMT abordou o tema “Políticas Públicas para Mulheres” e apresentou a proposta de parceria institucional para a segunda etapa da formação.
A iniciativa reúne representantes indígenas de diferentes regiões do estado com o objetivo de fortalecer a atuação das conselheiras em seus territórios, ampliando o conhecimento sobre direitos, acesso à Justiça, enfrentamento à violência e participação nos espaços de decisão. A FEPOIMT possui abrangência em sete regionais, representando mais de 46 povos indígenas e cerca de 86 terras indígenas em Mato Grosso.
Ao abrir sua palestra, a procuradora destacou a importância da construção coletiva de uma rede de proteção efetiva para as mulheres indígenas. “Quando falamos em rede, podemos imaginar uma rede tecida por muitos fios. Um fio sozinho pode se romper. Mas, quando vários fios se encontram e se fortalecem, eles conseguem acolher, sustentar e proteger”, afirmou.
Durante a exposição, a procuradora reforçou que a Lei Maria da Penha protege todas as mulheres, incluindo integralmente as mulheres indígenas, e ressaltou que o respeito às tradições e à diversidade cultural não pode ser utilizado para justificar qualquer forma de violência.
“A cultura merece respeito. Os povos indígenas têm o direito de preservar seus modos de vida, suas línguas, suas tradições e suas formas próprias de organização. Mas nenhuma tradição pode ser utilizada para justificar agressões, ameaças, estupros, humilhações, controle, perseguições ou qualquer outra forma de violência contra a mulher”, enfatizou.
A representante do Ministério Público também explicou que o atendimento às mulheres indígenas deve considerar suas especificidades culturais, linguísticas e territoriais, garantindo acolhimento adequado e acesso efetivo aos serviços públicos de proteção.
Segundo Elisamara Sigles, o fortalecimento da rede passa pela atuação integrada de instituições públicas e organizações indígenas. “A rede de proteção não deve chegar à comunidade para falar pela mulher indígena. Ela deve chegar para escutá-la, compreender sua realidade e caminhar ao seu lado”, destacou.
A oficina integra a proposta da FEPOIMT Mulher de criar um processo permanente de formação das conselheiras indígenas, inspirado na experiência de formação de defensores de territórios e adaptado à realidade das mulheres indígenas mato-grossenses. Entre os temas discutidos estão direitos dos povos indígenas, defesa dos territórios, acesso à Justiça, identificação e encaminhamento de violações de direitos, enfrentamento às violências e fortalecimento das organizações indígenas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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