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Academia Mato-grossense de Letras realiza 9ª edição do projeto Casa Aberta nesta quinta-feira (9)

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A Academia Mato-grossense de Letras (AML) realiza, nesta quinta-feira (9.10), das 18h às 22h, a 9ª edição do projeto Casa Aberta, com o tema “Memórias e Miragens: Mulheres que gestam o mundo que sonhamos”.

Com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a iniciativa traz diferentes atividades baseadas, principalmente, na literatura e seus desdobramentos. A entrada é gratuita.

A “Instalação artística – sopa de letrinhas”, inicia a programação com espaço para escrita dos convidados. A partir das 19h30 ocorre o “Papo Acadêmico”, com a presença de mulheres que ocupam cadeiras da AML.

Mediada pelo jornalista Lorenzo Falcão, a conversa traz as acadêmicas Elizabeth Madureira Siqueira (cadeira 29) e Anna Maria Ribeiro Moreira da Costa (cadeira 32) discorrendo sobre assuntos distintos.

A programação prossegue com a apresentação musical do flautista Leonnid Paniago, que interpretará “Syrinx”, composição do francês Claude Debussy (1862-1918), um dos músicos contemporâneos mais destacados no cenário mundial. A peça para flauta é inspirada na mitologia grega.

A participação de um Dj e o microfone aberto fecham o evento. Durante a programação, há opções gastronômicas como a ‘maria isabel’ e cachorro quente, acompanhados por sucos e refrigerantes.

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O projeto Casa Aberta é realizado sempre às segundas quintas-feiras de todos os meses, na sede da Academia Mato-grossense de Letras, localizada na Casa Barão, no Centro Histórico de Cuiabá.

Papo Acadêmico

Anna Maria Ribeiro Moreira da Costa vai explorar o tema “À deriva: a mulher que começou os estudos indígenas no Rio de Janeiro e entrou na Academia Mato-grossense de Letras”.

Já Elizabeth Madureira Siqueira irá explanar a respeito do acervo da AML, que será disponibilizado no meio digital

Anna é natural do Rio de Janeiro e se mudou para Cuiabá nos anos 1980. Durante mais de três décadas atuou na Fundação Nacional do Índio (Funai), onde coordenou projetos de educação indígena e conduziu importantes pesquisas etnográficas. Foi empossada na AML em julho deste ano. Sua formação acadêmica passou pela UFRJ, UFMT, UFPE e PUC-SP.

Elizabeth nasceu em Franca (SP) e se mudou para Cuiabá em 1975. Foi eleita para a AML em 1995. Sua formação acadêmica inclui passagens pela UNESP, UFMT e USP. Realizou e ainda realiza um intenso trabalho de pesquisa, especialmente, em nível de organização e democratização de acervos.

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As duas também integram o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

Serviço | 9ª edição Casa Aberta
Data: quinta-feira (09.10), das 18h às 22h
Local: na Academia Mato-grossense de Letras
(rua Barão de Melgaço, 3684, Centro – Cuiabá)
Entrada franca

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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