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EDUCAÇÃO

Mato Grosso supera meta nacional de alfabetização com o apoio do GEMTE

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EDUCAÇÃO

Estado alcança 60,6% de crianças alfabetizadas em 2024; grupo atua com foco em gestão estratégica e educação de qualidade

Mato Grosso se destacou nacionalmente ao alcançar 60,6% de crianças alfabetizadas na idade certa em 2024, superando a meta estabelecida no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), no dia 11 de julho, durante a apresentação dos resultados do Indicador Criança Alfabetizada, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Conforme a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o avanço é resultado de uma série de ações coordenadas, como a implementação do programa estadual Alfabetiza MT, criado por lei em 2021. A política é estruturada em cinco eixos, entre eles a formação continuada de professores, avaliações de fluência, fortalecimento da gestão escolar e distribuição de materiais pedagógicos.

A atuação de entidades parceiras tem sido fundamental nesse processo, como o GEMTE – Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução, que oferece apoio de estratégias de gestão para aprimorar a educação pública de Mato Grosso. O grupo atua com foco em transformar a rede pública estadual em referência nacional nos próximos 20 anos.

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“O GEMTE tem colaborado para a melhoria dos índices educacionais de Mato Grosso e seus municípios e, para nós, esse é um ótimo resultado. Reflete que estamos no caminho certo, contribuindo para o fortalecimento da educação e deixando um legado para o futuro do estado”, destaca Guilherme Alves, diretor-executivo do GEMTE.

Criança Alfabetizada

A política nacional Criança Alfabetizada tem como objetivo garantir que todos os estudantes estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, com ações voltadas também à recuperação das aprendizagens de alunos do 3º ao 5º ano impactados pela pandemia. Com adesão de todos os estados e mais de 5.500 municípios, o programa já recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos.

Entre as principais estratégias estão o fortalecimento das avaliações educacionais, a criação da Rede Nacional de Articulação (Renalfa) para apoio técnico às redes mais vulneráveis, e a oferta de formações e materiais de apoio, como webinários em língua portuguesa, a Plataforma de Avaliações Formativas e o Guia da Avaliação Contínua da Aprendizagem.

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EDUCAÇÃO

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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