EDUCAÇÃO
Cuidotecas serão implantadas em 62 universidades federais
EDUCAÇÃO
Cuidotecas serão implantadas em 62 universidades federais, distribuídas por 26 unidades da Federação. Os espaços oferecerão acolhimento gratuito para crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência, enquanto seus responsáveis estudam, trabalham ou participam de atividades de qualificação profissional. O público atendido inclui filhos de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e trabalhadores terceirizados. Também poderá haver vagas para a comunidade em geral. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério das Mulheres (MMulheres).
A iniciativa integra o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida, instrumento de implementação da Política Nacional de Cuidados, instituída pela Lei nº 15.069/2024. A proposta prevê o compartilhamento das responsabilidades de cuidado entre o Estado e as famílias, além de contribuir para a permanência estudantil e redução da sobrecarga do trabalho de cuidado não remunerado, que recai principalmente sobre as mulheres mais jovens.
A comunicação às instituições sobre a situação de cada proposta será realizada exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Cada instituição receberá R$ 500 mil para implantação e custeio dos espaços durante 12 meses. Os recursos poderão ser utilizados para financiar equipes, mobiliário, acessibilidade, materiais, alimentação e manutenção. Cada universidade será responsável por disponibilizar o espaço adequado para a instalação da Cuidoteca.
Os espaços funcionarão no turno noturno e oferecerão serviços públicos de acolhimento e cuidado infantil em ambientes seguros e acessíveis. As atividades incluirão jogos, leitura e oficinas, além de cuidados relacionados à alimentação, à higiene e ao descanso.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, MDS e MMulheres
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Como o Instituto Federal preparou um futuro advogado
Entre as lembranças que João Miguel Corcovado guarda do Instituto Federal do Paraná (IFPR), uma acompanha sua trajetória até hoje: foi ali que aprendeu a aprender. Na biblioteca, nas atividades de pesquisa e na convivência com os professores do Campus Colombo, o então estudante do curso técnico em informática integrado ao ensino médio encontrou oportunidades que ajudariam a definir seu futuro profissional.
O caminho o levou ao curso de direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e à atuação como advogado tributarista e sócio de um escritório de advocacia.
Ao olhar para esse percurso, João Miguel reconhece a importância de uma formação que ampliou seus interesses e lhe ensinou a estudar com autonomia. “Se eu não tivesse passado pela educação do IF, se eu não tivesse aprendido ali como estudar, minha formação seria completamente diferente”, afirma.
Descobertas no IF – João Miguel integrou a turma de 2015 do curso técnico em informática, a primeira do Campus Colombo, localizado na região metropolitana de Curitiba (PR). O professor João Paulo se recorda de um estudante dedicado, interessado em leitura e que se destacava nas atividades escolares. “Foi um dos nossos melhores alunos, um aluno muito dedicado, gostava muito de ler”, relata.
Ao longo do curso, a formação profissional conviveu com novas descobertas. O acesso à biblioteca e o contato com os professores aproximaram João Miguel do Direito e da pesquisa acadêmica. Uma dessas experiências foi a convivência com um docente que estudava uma área jurídica relacionada à atuação do escritório do qual o ex-aluno se tornaria sócio.
A aproximação com a pesquisa também começou antes da universidade. A professora de Química e coordenadora de projeto de pesquisa e extensão, Michele Rosset, destaca que João Miguel participou da iniciação científica no IF e levou essa experiência para a graduação. “É um orgulho de pensar que a gente fez parte desse crescimento dele”, afirma.
Ao concluir o quarto ano do curso no IFPR, João Miguel seguiu diretamente para a universidade. Para os professores, a passagem à graduação dava continuidade a um percurso que já vinha sendo construído nas leituras, nos estudos e nas atividades do campus.
A aprovação de João Miguel em três instituições de ensino superior foi celebrada pela família. Para o avô, João Bosco França, a conquista representou o resultado de um esforço compartilhado. “Ele era um menino dedicado, estudioso”. A dedicação à leitura alimentava as expectativas da família sobre as possibilidades que o jovem teria pela frente.
A avó, Claudete Alves França, conta que ela e o marido assumiram boa parte dos cuidados com o neto enquanto os pais trabalhavam. Foi nesse convívio que acompanharam seu interesse pelos livros e pelos estudos. Para João Miguel, o incentivo dos pais e dos avós ajudou a construir a segurança de saber com quem poderia contar durante sua formação.
João Miguel cursou direito na UFPR e passou a atuar na área tributária. A formação no IF permaneceu como referência, tanto pelos conhecimentos adquiridos quanto pela maneira de buscar e desenvolver novos aprendizados.
Ao falar sobre o ensino médio e a graduação, João Miguel destaca o significado de ter realizado as duas etapas em instituições públicas. Segundo ele, o valor da instituição aparece nos resultados concretos que a educação proporciona aos estudantes: “uma instituição pública funcionando e mudando vidas de fato”.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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