CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Tarifação dos EUA eleva riscos para o agro e expõe vulnerabilidades do setor

Publicado em

AGRONEGÓCIO

O anúncio de tarifas adicionais de 50% sobre produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos trouxe instabilidade imediata ao mercado agropecuário nacional, com efeitos visíveis sobretudo no setor da carne bovina. A reação do mercado físico do boi gordo foi rápida: frigoríficos se retiraram das negociações, refletindo o receio generalizado quanto ao impacto das medidas no fluxo de exportações.

O mercado futuro do boi também respondeu de forma negativa, acumulando quedas significativas, especialmente na última quinta-feira (10), após intensificarem-se as especulações sobre a efetivação das tarifas a partir de 1º de agosto. A apreensão é justificada: atualmente, os Estados Unidos representam cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina. Trata-se de um volume expressivo cuja redução exigiria redirecionamento rápido e eficiente para outros mercados, tarefa nem sempre viável no curto prazo.

A queda nos preços da arroba do boi confirma a tensão. Em São Paulo, o valor recuou 3,23% em uma semana, passando de R$ 310 para R$ 300. Quedas também foram registradas em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Apenas Cuiabá e Vilhena apresentaram estabilidade. No mercado atacadista, houve recuo nos preços do quarto traseiro do boi e leve aumento no dianteiro, mas o destaque ficou para a carne de frango, que, mais barata, ganhou competitividade frente à bovina, reposicionando a dinâmica de consumo interno.

Leia Também:  TRIGO/CEPEA: Agentes focam no campo e na nova safra e limitam negócios; preço segue firme

No plano das exportações, os números mostram um cenário ainda positivo: nos primeiros dias de julho, o Brasil exportou 48,7 mil toneladas de carne bovina, gerando quase US$ 270 milhões, com alta de 48,4% no valor médio diário frente ao mesmo período de 2024. No entanto, essa tendência de alta está sob risco, já que a eventual aplicação das tarifas poderá tornar o produto brasileiro menos competitivo frente a concorrentes diretos como Argentina, Uruguai e Austrália.

Cinco Estados brasileiros concentram mais de 70% das exportações para o mercado americano e, por isso, são os mais suscetíveis aos efeitos das tarifas: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. A depender da profundidade do impacto, empresas instaladas nessas regiões poderão ver suas vendas minguarem e precisarão buscar novos destinos para seus produtos. Caso não consigam, pode haver retração na produção e até cortes de postos de trabalho.

Os efeitos da “trumpalhada” não se restringem ao agronegócio. A presença econômica entre os dois países é ampla: existem hoje mais de 3.600 empresas dos EUA atuando no Brasil e quase 3 mil empresas brasileiras com operações no mercado americano. Estima-se que cada R$ 1 bilhão exportado aos EUA gere mais de 24 mil empregos e uma massa salarial superior a R$ 500 milhões no Brasil. A imposição de tarifas afeta, portanto, uma cadeia complexa de produção e renda.

Leia Também:  CITROS/CEPEA: Paralisações atrapalham escoamento de cítricos

Produtos de alto valor agregado, como aeronaves, combustíveis, químicos e alimentos processados também podem ser atingidos. Isso reforça o peso das decisões políticas internacionais sobre a estabilidade da indústria brasileira, em especial em um cenário em que os EUA permanecem como o principal destino de bens industriais do país desde 2015.

Ainda que haja espaço para ajustes logísticos e estratégias de diversificação de mercados, a curto prazo o risco para o agronegócio é real. O Brasil poderá enfrentar perda de competitividade, redução de margens e pressão interna sobre os preços, justamente em um momento em que a economia busca estabilidade.

A imposição de tarifas tem um impacto que extrapola fronteiras comerciais: afeta diretamente a confiança do setor produtivo, o equilíbrio do mercado interno e a previsibilidade de investimentos. O agronegócio, tão dependente do ambiente externo, sente mais uma vez os reflexos de tensões geopolíticas e disputas comerciais travadas em outros palcos.

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula cumpre agenda do Mapa em Minas Gerais

Publicados

em

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, cumpre agenda em Minas Gerais nesta segunda-feira (21) e terça-feira (22). Entre os compromissos estão a entrega da Usina Fotovoltaica do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Minas Gerais (LFDA-MG), a entrega do Prêmio InovaLFDA 2025, a assinatura de parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além da participação na abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão e da assinatura de Protocolos de Intenções do ConSIM-MG.

Na segunda-feira (21), em Pedro Leopoldo (MG), o ministro participa da cerimônia de entrega da Usina Fotovoltaica do LFDA-MG, iniciativa voltada à ampliação da eficiência energética e à sustentabilidade das instalações laboratoriais. A agenda também inclui a entrega do Prêmio InovaLFDA 2025 e a assinatura de instrumento de parceria entre o Mapa e o MCTI.

Na terça-feira (22), em Belo Horizonte (MG), André de Paula participa da cerimônia de abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão. Pela tarde, na Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais, o ministro participa da assinatura de Protocolos de Intenções do ConSIM-MG e da apresentação dos resultados do Projeto Rural Sustentável Cerrado no estado.

Leia Também:  Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

O ConSIM-MG integra as ações do Mapa para qualificação dos serviços de inspeção e preparação de novos estabelecimentos para futura adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Nesta etapa, serão firmados protocolos com três consórcios intermunicipais: CIMAMS, ICISMEP e CODANORTE, com alcance potencial de até 224 municípios.

Minas Gerais possui atualmente 32 serviços de inspeção integrados ao Sisbi-POA, sendo 26 consórcios públicos, o maior número entre os estados brasileiros. A estrutura alcança 464 municípios e reúne 318 estabelecimentos ativos em diferentes cadeias produtivas.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de imprensa interessados na cobertura deverão encaminhar nome completo, veículo de comunicação e cargo para o e-mail [email protected]

SERVIÇO:

Agenda em Minas Gerais

Segunda-feira (21/9)

14h30 – Cerimônia de Entregas do LFDA-MG

  • Entrega da Usina Fotovoltaica do LFDA-MG
  • Entrega do Prêmio InovaLFDA 2025
  • Assinatura de instrumento de parceria entre o Mapa e o MCTI

Local: Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Minas Gerais (LFDA-MG)
Av. Rômulo Joviano, s/n – Olaria, Pedro Leopoldo (MG)

Leia Também:  Mercado de café enfrenta volatilidade mesmo com exportações brasileiras atingindo R$ 51,7 bilhões

Terça-feira (22/9)

10h – Cerimônia de abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão
Local: Expominas, Avenida Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte (MG)

14h – Cerimônia de assinatura dos Protocolos de Intenções ConSIM-MG e apresentação dos resultados do Projeto Rural Sustentável Cerrado em Minas Gerais
Local: Auditório da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais
Avenida Raja Gabaglia, 245 – Cidade Jardim, Belo Horizonte (MG)

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA