AGRONEGÓCIO
Senar de Santa Catarina oferece 240 cursos grátis para produtores e trabalhadores rurais
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), iniciou o ano com 240 cursos gratuitos para o mês de janeiro.
A iniciativa, realizada em parceria com os Sindicatos Rurais, faz parte do Programa de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS). O objetivo é fomentar a produção de alimentos de forma sustentável e impulsionar o desenvolvimento social no campo.
A iniciativa beneficia produtores e trabalhadores rurais que buscam ampliar os seus conhecimentos para aumentar a produtividade e promover inovações nas propriedades.
A Formação Profissional Rural contempla capacitações nas áreas de agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoril, atividades relativas à prestação de serviços, pecuária e silvicultura.
Na Promoção Social são oferecidos treinamentos focados na educação, organização comunitária, saúde, alimentação e nutrição, além de artesanato.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressalta que um dos desafios do Senar/SC é manter o produtor rural preparado para as tendências de mercado e, por isso, a entidade investe fortemente em educação e formação profissional com várias soluções para as mais diversas áreas do setor agropecuário.
“Mais um ano se inicia e o Sistema Faesc/Senar-SC reafirma o compromisso com o desenvolvimento do agronegócio catarinense. Continuaremos a proporcionar oportunidades para os produtores e trabalhadores rurais, para que possam se capacitar e se manter competitivos no mercado”.
De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, a capacitação dos produtores rurais é um pilar fundamental para o setor agropecuário, pois contribui para a melhoria da produtividade, da qualidade, da sustentabilidade, da qualificação profissional, da gestão, da informação e da integração dos produtores rurais ao mercado.
A agenda completa, a relação dos cursos e outras informações, BASTA CLICAR AQUI
Fonte: Pensar Agro
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Mapa viabiliza exportação de genética bovina leiteira para Botsuana
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuou para viabilizar a exportação de 600 bovinos para Botsuana, sendo 590 animais da raça Girolando e 10 da raça Gir. A iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento da pecuária leiteira do país africano, que produz atualmente apenas 10% do leite que consome, por meio do melhoramento genético do rebanho e da transferência de tecnologia brasileira.
No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) verificou a documentação e as condições de transporte dos animais. Os bovinos foram transportados em três voos fretados. O primeiro ocorreu em julho, com o embarque de 189 animais, e os outros dois foram realizados nos dias 25 e 28 de setembro. Os animais partiram de Lins (SP), com destino a Lobatse, no sudeste de Botsuana. As negociações foram realizadas com a Botswana Development Corporation (BDC), empresa estatal do país.
Em 23 de setembro, o ministro de Negócios e Empreendedorismo de Botsuana, Tiroeaone Ntsima, e representantes da BDC estiveram em Lins para conhecer os animais destinados à exportação. A embaixadora de Botsuana no Brasil, Benetia Tumelo Chingapane, acompanhou a agenda do ministro durante a visita.
Transferência de tecnologia
A cooperação entre Brasil e Botsuana vai além do fornecimento de animais e material genético. O objetivo é compartilhar conhecimentos e tecnologias que contribuam para a estruturação de programas de melhoramento genético e para o aumento da produtividade leiteira. Entre as possibilidades em avaliação está a instalação de um laboratório de fertilização in vitro (FIV) no país.
A experiência brasileira nessa área também é compartilhada com a Índia. Em dezembro de 2025, um memorando de entendimento firmado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa, estabeleceu um consórcio com três empresas indianas e duas brasileiras. O acordo prevê dez anos de cooperação científica e tecnológica, com foco na transferência e validação de tecnologias genômicas para a pecuária leiteira indiana.
No âmbito da parceria, o Brasil apoiou a instalação de três laboratórios na Índia: um de fertilização in vitro, um de análises clínicas veterinárias e outro de genômica.
O Girolando é resultado do cruzamento entre as raças Gir e Holandesa. Enquanto a primeira se destaca pela rusticidade e adaptação ao clima tropical, a segunda apresenta elevado potencial de produção de leite. A combinação dessas características tornou a raça uma das principais utilizadas na pecuária leiteira brasileira.
A genética bovina desenvolvida no Brasil é resultado de décadas de pesquisa e melhoramento, com participação de instituições como a Embrapa, produtores, associações de criadores e órgãos públicos. A raça Gir, originária da Índia, também teve papel importante nesse processo, que permitiu ao país desenvolver animais adaptados às condições tropicais e com maior potencial produtivo.
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