AGRONEGÓCIO
Nota Pública
AGRONEGÓCIO
Nota Pública
Glifosato
15/02/2022
Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), tomou conhecimento de anúncio efetuado pela multinacional Bayer sobre alegada situação de força maior que comprometerá o fornecimento de um dos principais insumos da agricultura baseada em plantio direto, o Glifosato.
Embora reconheça a ocorrência de problemas em processos industriais, nos causou perplexidade a superficialidade da nota da Bayer, dada a importância do tema para a produção de alimentos, além do prazo previsto para solução do impasse – três meses.
É preocupante a alegação de situação de força maior como resposta a uma falha mecânica em processo industrial, e mais, que a nota cite de forma tão lacunosa os contratos firmados com seus parceiros comerciais. A partir dessa conduta, é natural questionar se a empresa estaria inaugurando um novo conceito de caso fortuito ou de força maior, o qual possa ser igualmente alegado por produtores que não consigam adimplir com seus contratos por problemas climáticos ou quebras de maquinários.
Vale lembrar que o judiciário brasileiro não reconhece situações adversas inerentes à atividade fim como argumento válido para a invocação de força maior nas relações contratuais.
Aprosoja-MT solicitou maiores informações sobre a questão e aguarda posicionamento da empresa. “Essa situação ilustra bem a importância do PL 6299, de racionalização dos registros de defensivos. Estamos em uma posição muito perigosa de dependência externa de fornecedores de insumos para a produção de alimentos, além de uma notória concentração interna. É uma questão de segurança alimentar e, nesse sentido, contaremos com o apoio da Ministra Teresa Cristina para avaliarmos as ações cabíveis”, ponderou Fernando Cadore.
AGRONEGÓCIO
Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana
A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.
A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.
No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.
Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.
O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.
Fonte: Pensar Agro
-
MATO GROSSO7 dias atrásPolícia Civil realiza workshop de combate a grupos criminosos no ambiente digital
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Civil cumpre mandados contra faccionados envolvidos em homicídios em Comodoro
-
Sinop7 dias atrásHotéis registram aumento na ocupação e reforçam impacto econômico da Exponorte em Sinop
-
Sinop6 dias atrásExpoNorte já movimenta economia de Sinop antes da abertura e injeta mais de R$ 10 milhões no comércio e setor de serviços
-
POLÍCIA7 dias atrásPolícia Civil realiza workshop de combate a grupos criminosos no ambiente digital
-
Sinop6 dias atrásPrefeitura protocola proposta de cooperação internacional durante visita de comitiva japonesa a Sinop
-
POLÍCIA6 dias atrásForça Tática prende homem com 106 porções de maconha e cocaína em Várzea Grande
-
ESPORTES7 dias atrásFlamengo vence o Estudiantes e confirma vaga nas oitavas da Libertadores




