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Mapa de Biomassa e IAF como ferramentas essenciais para ficar de olho na sanidade da lavoura de soja

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Mapa de Biomassa e IAF como ferramentas essenciais para ficar de olho na sanidade da lavoura de soja

 Soluções de agricultura digital do xarvio® FIELD MANAGER nas mãos do agricultor

Inovação digital que está revolucionando o manejo da soja e desempenhando importante apoio diante dos mais diversos desafios das lavouras

São Paulo, 21 de novembro de 2023 – A agricultura moderna está entrando em uma nova era com a introdução de tecnologias digitais inovadoras que estão transformando a forma como os agricultores gerenciam suas plantações. No centro dessa revolução, está a utilização de soluções digitais avançadas, como por exemplo, o Mapa de Biomassa de Sanidade Vegetal e o Índice de Área Foliar (IAF), que estão desempenhando um papel crucial no acompanhamento da safra de soja. Essas ferramentas permitem aos agricultores terem um raio-x do potencial produtivo do talhão e, desta forma, realizar um manejo direcionado e mais eficiente na área.

“Ao otimizar o manejo com auxílio do Mapa de Biomassa para Sanidade da Lavoura e uso de IAF, os agricultores podem monitorar digitalmente suas plantações com muito mais eficiência. Nas soluções do xarvio® FIELD MANAGER, por exemplo, o uso combinado de Mapas de Biomassa e IAF tem mostrado de uma forma muito eficiente em que parte dos talhões existem potenciais problemas agronômicos que podem impactar sua produtividade e, com isso, o agricultor tem conseguido direcionar atenção imediata para essas áreas, em uma tomada de decisão mais rápida e direcionada”, explica Ricardo Arruda, líder de Agronomia e Operações de Campo xarvio no Brasil.

O Mapa de Biomassa de Sanidade da Lavoura é uma representação visual que mostra o índice de vegetação da planta, a quantidade de matéria orgânica e resíduos agrícolas presentes em uma área específica de cultivo.  Essa tecnologia utiliza dados coletados por drones, equipados com sensores aéreos, e imagens de satélite que mapeiam a distribuição da biomassa nas plantações de soja. Com base nas cores e manchas apresentadas na fotografia dos mapas, os agricultores podem identificar diferenças nas áreas dentro do talhão, que podem estar associadas a pragas, doenças, deficiência de nutrientes nas plantas, problemas de fertilidade do solo, falhas no plantio, entre outros pontos.

O uso do Mapa de Biomassa de Sanidade da Lavoura permite ajustar estratégias de manejo de forma precisa. O controle tem foco nas áreas críticas. Isso não apenas maximiza a produtividade, mas também reduz o desperdício de recursos, como água e fertilizantes, resultando em práticas agrícolas mais sustentáveis.

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O IAF é outra métrica valiosa para os agricultores. Ele mede a quantidade de folhas verdes saudáveis em uma planta em relação à área total da planta. Utilizando também mapeamento com drones munidos de sensores ópticos avançados, os agricultores podem monitorar o IAF de suas plantações de soja de maneira dinâmica. Isso fornece informações vitais sobre a saúde das plantas, permitindo intervenções precisas, como ajustes na irrigação, controle de pragas e aplicação adequada de fertilizantes.

Diante da atuação do El Niño, que tem provocado altas temperaturas, períodos prolongados de estiagem no Sudeste e Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul do país, impondo um clima adverso nas áreas de produção, o apoio das soluções digitais tem sido de extrema importância. Nas regiões afetadas pelas temperaturas acima de 40 graus e menor volume de chuvas na largada do plantio, a falta de umidade no solo afetou a germinação das sementes e as plantas que germinaram não resistiram ao calor excessivo e o replantio de alguns talhões vai ocorrer em áreas do Centro-Oeste.

Além disso, as plantas podem apresentar ao longo do ciclo estresse hídrico devido à falta de água, o que impacta negativamente o desenvolvimento das raízes, folhas e vagens, afetando a qualidade e quantidade da produção. Um outro fator da alta temperatura e a falta de chuva é o favorecimento para infestação de pragas e doenças típicas deste tipo de ambiente como tripes, mosca-branca, ácaros e percevejos, por exemplo, que podem dizimar plantações inteiras, exigindo estratégias de controle mais rigorosas.

Com o uso do Mapa de Biomassa e IAF, os agricultores podem identificar áreas com necessidades específicas e implementar estratégias de manejo direcionadas, evitando o uso excessivo de insumos em áreas saudáveis e garantindo que áreas problemáticas recebam atenção adequada.

“Reduzir o desperdício de recursos ao aplicar insumos de forma mais eficiente e melhorar a gestão da lavoura, visando a produtividade, a sustentabilidade e a rentabilidade da produção, diante de uma safra de soja tão desafiadora como a que será 2023/24, tem sido uma missão para nós que temos as soluções digitais xarvio® FIELD MANAGER e que podem levar para o agricultor mais segurança na condução de sua plantação”, ressalta Ricardo Arruda.

Sobre a BASF Digital Farming GmbH

A BASF Digital Farming está na vanguarda da transformação digital da agricultura, otimizando a produção agrícola. É a marca xarvio® Digital Farming Solutions que oferece produtos digitais baseados em uma plataforma líder de modelagem de cultivos, que oferece consultoria agronômica independente e específica para a zona do campo, possibilitando que os agricultores produzam de maneira mais eficiente e sustentável. Os produtos xarvio® SCOUTING, FIELD MANAGER e HEALTHY FIELDS estão sendo usados por agricultores em mais de 100 países. O xarvio® FIELD MANAGER é usado por 100.000 agricultores (área total de mais de 16 milhões de ha) em 14 países, e o xarvio SCOUTING é usado por mais de 7 milhões de agricultores e consultores . Para obter mais informações, visite o site xarvio ou qualquer um de nossos canais de mídia social: YouTube, Facebook, Instagram e LinkedIn.

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Sobre a Divisão de Soluções para Agricultura da BASF

A agricultura é fundamental para fornecer alimentos saudáveis e acessíveis suficientes para uma população em rápido crescimento, ao mesmo tempo em que reduz os impactos ambientais. Ao trabalhar com parceiros e profissionais agrícolas enquanto integra critérios de sustentabilidade em todas as decisões de negócios, nós ajudamos os agricultores a criarem impactos positivos na agricultura sustentável. É por este motivo que investimos em uma sólida estrutura de R&D, combinando ideias inovadoras e ações práticas no campo. Nosso portfólio inclui sementes e traits especificamente selecionados, soluções químicas e biológicas de proteção de cultivos, soluções para o manejo do solo, saúde vegetal, controle de pragas e ferramentas digitais. Com equipes especializadas em laboratório, campo, escritório e produção, nos esforçamos para encontrar o equilíbrio certo para o sucesso – para agricultores, para a agricultura e para as futuras gerações. Em 2022, nossa divisão gerou vendas de €10.3 bilhões. Para mais informações, visite BASF Agricultural Solutions ou qualquer um de nossos canais nas redes sociais.

Sobre a BASF

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Mais de 111 mil colaboradores e colaboradoras do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio é composto por seis segmentos: Produtos Químicos, Materiais, Soluções Industriais, Tecnologias de Superfície, Nutrição & Cuidados e Soluções Agrícolas. A BASF gerou vendas de € 87,3 bilhões em 2022. As ações da BASF são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações em BASF                                                                                                                                                                                                                                                         

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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