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AGRONEGÓCIO

Cresce o abate de bovinos, suínos e frangos, e avança a produção de leite, ovos e couro

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AGRONEGÓCIO

Dados divulgados nesta quarta-feira (10.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam aumento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de recordes na produção de ovos, leite e couro sob inspeção sanitária.

Os números confirmam a força e diversidade da produção animal no Brasil, com crescimento em praticamente todos os segmentos pesquisados. O avanço reflete a adaptação dos produtores ao mercado interno e externo, reforçando a posição do País como referência mundial no setor de proteína animal, leite, ovos e couro.

Entre abril e junho, foram abatidos 10,46 milhões de bovinos, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024. O número representa 395,9 mil cabeças a mais e reflete, sobretudo, o avanço de 16% no abate de fêmeas, indicador que confirma a continuidade do descarte de matrizes no rebanho.

O aumento ocorreu em 20 estados, com destaque para São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul. Mesmo com quedas em Mato Grosso e Minas Gerais, Mato Grosso segue na liderança, respondendo por 16,7% do total nacional, seguido por São Paulo (10,9%) e Goiás (10,1%).

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O abate de 15,01 milhões de suínos no trimestre marcou alta de 2,6% frente a 2024 e representou o maior resultado já registrado para os meses de maio e junho desde o início da série histórica em 1997. O avanço foi puxado principalmente pelo Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Santa Catarina, mesmo com recuo, manteve a liderança nacional com 28% da participação, à frente de Paraná e Rio Grande do Sul.

O País registrou o abate de 1,64 bilhão de frangos, aumento de 1,1% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. O mês de maio teve o maior volume mensal de toda a série, com destaque para São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Paraná segue como principal estado produtor, respondendo por 34,1% do total.

A produção nacional alcançou 1,24 bilhão de dúzias de ovos, crescimento de 6,2% em um ano e 2,9% em relação ao trimestre anterior. O avanço foi puxado por São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais. Mais da metade das granjas destinou os ovos ao consumo direto, enquanto 17% foram para incubação. São Paulo lidera com 25,6% da produção, seguido por Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.

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A aquisição de leite cru somou 6,50 bilhões de litros, alta de 9,4% frente a 2024. Apesar da queda de 1% na comparação com o primeiro trimestre, o resultado é recorde para o período. O preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,75 por litro, aumento de 5,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Minas Gerais segue na frente, com quase um quarto de toda a captação nacional, seguida por Paraná e Santa Catarina.

Já a aquisição de couro cru atingiu 10,75 milhões de peças, avanço de 4,6% em relação a 2024. Goiás, Rio Grande do Sul e Pará foram os principais responsáveis pelo crescimento. Goiás lidera o ranking com 18,9% da participação nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Pesca e aquicultura entram no centro do debate sobre clima, gestão e políticas públicas no CONAPE

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Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, em Brasília, mais um dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O encontro, que reuniu conselheiros e representantes do Governo Federal, discutiu temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.

Foram apresentadas ações do MPA para o enfrentamento dos impactos das estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre a atividade pesqueira e aquícola. Houve também diálogos regionais sobre a ação do El Niño, com a presença da Secretaria-Geral da Presidência da República, representada por Denise Forini. “É muito importante escutar a fala de todos vocês, receber essa demanda para poder distribuir internamente. Acho essencial este diálogo para podermos minimizar os impactos destes eventos climáticos”, salientou.

Os conselheiros trataram de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também foi apresentado o Núcleo de Gestão Compartilhada (NGC) e tratado sobre o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.

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Além das ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação incluiu ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, que acontecerá em novembro, em Brasília, e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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