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AGRONEGÓCIO

Brasil acumula superávit de R$ 207 bilhões no ano. Exportações atingiram R$ 1,108 trilhão

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AGRONEGÓCIO

Mesmo diante do tarifaço decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros — em vigor desde 6 de agosto —, a balança comercial do Brasil segue positiva e resiliente. De janeiro a julho de 2025, o país acumulou um superávit de R$ 207,1 bilhões, com o agronegócio mantendo papel central nas exportações e sustentando o bom desempenho externo diante de um cenário global cada vez mais tenso.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (06.08) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que, apesar das pressões tarifárias e políticas, o Brasil avança no comércio internacional com base em uma pauta diversificada e competitiva.

As exportações no acumulado do ano somaram R$ 1,108 trilhão, uma leve alta de 0,1% em relação ao mesmo período de 2024. Já as importações cresceram 8,3%, atingindo R$ 901,8 bilhões, frente aos R$ 832,6 bilhões de igual intervalo no ano passado.

O saldo comercial, ainda que sustentado por estabilidade nas vendas externas, confirma um movimento de fôlego da atividade econômica, com aumento da demanda por bens importados, especialmente insumos industriais e produtos de maior valor agregado. O crescimento das importações, longe de representar desequilíbrio, aponta para um parque produtivo em expansão e para a reativação de setores que dependem de componentes estrangeiros.

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Julho teve contribuição importante para esse cenário, com superávit de R$ 39,6 bilhões — o melhor resultado mensal desde abril —, resultado de exportações de R$ 180,9 bilhões e importações de R$ 141,3 bilhões. O dado veio acima das expectativas do mercado, cujo teto nas projeções era de R$ 36,4 bilhões.

No mês, as exportações cresceram 4,8% frente a julho de 2024, com destaque para a indústria de transformação, que avançou 7,4% e vem ganhando fôlego na pauta brasileira. A indústria extrativa também subiu 3,6%, enquanto a agropecuária, ainda que praticamente estável no mês (+0,3%), manteve volume expressivo de embarques: foram R$ 40,2 bilhões em vendas externas no setor.

Nas importações, o maior avanço veio da indústria de transformação, com alta de 11,1%. A agropecuária importada cresceu 3,8%, e a indústria extrativa teve recuo de 29,2%.

Os dados da Secex reforçam a percepção de que o Brasil atravessa 2025 com uma balança comercial sólida e crescente capacidade de enfrentar turbulências externas. A manutenção de superávits robustos, mesmo em um cenário de alta nas importações e de tensões geopolíticas, aponta não apenas para a força do campo e da indústria nacional, mas também para o aquecimento da economia doméstica. Em meio a um cenário internacional incerto, o setor externo segue firme como uma das âncoras da estabilidade brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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