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BOI/CEPEA: Poder de compra do terminador frente ao milho fica acima da média histórica

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Cepea, 28/4/2022 – Apesar do enfraquecimento da arroba do boi gordo nesta parcial de abril (até o dia 26), o poder de compra dos pecuaristas terminadores do estado de São Paulo frente ao milho cresceu na comparação com os registrados em março e em abri/21. Inclusive, o volume de milho possível de se adquirir com a venda do boi gordo ficou acima da média histórica. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é reflexo da queda dos preços do cereal, que vêm sendo pressionados por expectativas de que a produção nacional da segunda safra fique acima das estimativas iniciais, podendo ser recorde. Na parcial deste mês, a média mensal do Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo) está em R$ 335,15, 2,77% inferior à de mar/22 e 6,21% abaixo da de abr/21, em termos reais (as médias foram deflacionadas pelo IGP-DI). Para o milho, o preço médio do cereal negociado na região de Campinas (Indicador ESALQ/BM&FBovespa) é de R$ 89,80/saca de 60 kg, fortes recuos de 10,05% frente ao mês anterior e de 18,2% em relação a abr/21, em termos reais. Assim, com a venda de um quilo de boi gordo em SP, o pecuarista conseguiu adquirir quase 15 quilos de milho na região de Campinas, 8% a mais que em março e quantidade 14,66% maior que a de abr/21, em termos reais. A média histórica do poder de compra dos pecuaristas terminadores de SP em relação ao milho (a série foi iniciada em agosto de 2004) é de 14,84 quilos. Ou seja, o volume do cereal possível de se adquirir na parcial de abril está 0,6% acima da média dos últimos 18 anos. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Vazio sanitário já esta em vigor e impõe controle rigoroso contra ferrugem asiática

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O vazio sanitário da soja, período em que a presença de plantas vivas da oleaginosa é proibida em todo o território nacional, já esta em vigor. A medida é o principal instrumento de controle da ferrugem asiática, fungo de alta letalidade que, se não combatido, pode dizimar lavouras inteiras. Com o início do protocolo em diversos estados, o setor agropecuário mobiliza-se para eliminar plantas voluntárias, as chamadas “tigueras”, que servem como ponte verde para a sobrevivência do patógeno entre as safras.

O cronograma nacional respeita as peculiaridades climáticas de cada região, garantindo que o ciclo do fungo seja interrompido de forma coordenada.

Estado Início do Vazio Término do Vazio
Paraná 10 de junho 10 de setembro
Mato Grosso 15 de junho 15 de setembro
Mato Grosso do Sul 15 de junho 15 de setembro
Bahia (Região I) 26 de junho 7 de outubro
Goiás 1º de julho 30 de setembro
Minas Gerais 1º de julho 30 de setembro

No ciclo 2025/26, o Brasil consolidou números expressivos, com a área plantada nacional atingindo aproximadamente 48 milhões de hectares. Esse volume de produção exige um manejo fitossanitário cada vez mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, sem a interrupção do cultivo, a pressão de inóculo do fungo na safra seguinte torna-se exponencialmente maior, elevando o custo de produção devido ao aumento necessário no número de aplicações de fungicidas, que podem chegar a seis ou sete vezes em uma única temporada.

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A recomendação técnica é clara: qualquer planta de soja emergente deve ser eliminada em até 30 dias após a germinação ou antes de atingir o estádio V4. O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas, mas o maior prejuízo é o risco à produtividade da safra 2026/27, que no Oeste baiano tem o plantio autorizado apenas a partir de 8 de outubro.

A conformidade com o vazio sanitário não é apenas uma obrigação legal, mas um seguro contra a quebra de produtividade. Com o mercado internacional atento à qualidade do grão brasileiro, o controle rigoroso de doenças é um ativo competitivo que mantém o país como o maior fornecedor global de soja. O desafio para os próximos meses é garantir que o monitoramento seja feito em 100% da área, impedindo que “pontes verdes” comprometam o potencial produtivo da maior safra do planeta.

Fonte: Pensar Agro

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