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Exposição da Mostra Estudantil transforma arte em voz contra a violência
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As cores, formas e mensagens criadas por estudantes de Barra do Garças e de Pontal do Araguaia ganharam as paredes do Centro Cultural Valdon Varjão e se transformaram em um poderoso convite à reflexão sobre a violência contra a mulher. As 217 obras inscritas na Mostra Estudantil de Arte 2026, promovida pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher (Rede de Frente), estão expostas ao público até o dia 2 de outubro, ampliando o alcance dos debates desenvolvidos nas escolas e reforçando o protagonismo de crianças e adolescentes na construção de uma cultura de respeito, dignidade e igualdade.A abertura da exposição ocorreu na noite de segunda-feira (28) e reuniu membros e servidores do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), integrantes da Rede de Frente, autoridades locais e representantes do Poder Judiciário, da Defensoria Pública, das forças de segurança e da comunidade escolar.Participaram da solenidade a promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, representando o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa; a promotora de Justiça Regilaine Magali Bernardi Crepaldi, representando o corregedor-geral João Augusto Veras Gadelha; a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino; o procurador de Justiça Wagner Cezar Fachone, coordenador do Núcleo de Apoio para Recursos aos Tribunais Superiores (Nare); e a promotora de Justiça Luciana Rocha Abrão David, cofundadora da Rede de Frente e integrante do júri técnico da mostra.Representando o MPMT, a promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia ressaltou o significado da iniciativa e o papel dos estudantes na construção de uma sociedade mais justa. Ao citar uma passagem bíblica, afirmou que a exposição dá voz a pessoas que muitas vezes permanecem em silêncio diante da violência. “Cada obra aqui exposta é uma boca que se abre. É a voz de quem, por medo, por vergonha ou por falta de espaço, ainda não conseguiu falar. É a voz das mulheres e dos filhos das mulheres que sofrem violência doméstica”, destacou.Ela também alertou para os elevados índices de agressões contra mulheres em Mato Grosso e defendeu que a transformação social começa na educação e nas relações construídas dentro das famílias e das escolas. Para a promotora de Justiça, os jovens têm papel fundamental na interrupção de ciclos de violência. “Quando um jovem compreende que o amor não controla, não humilha e não fere, ele interrompe um ciclo que pode atravessar gerações. Vocês são o futuro desta sociedade e mostraram que esse futuro pode ser diferente”, afirmou.Representando a Corregedoria-Geral do MPMT, a promotora de Justiça Regilaine Magali Bernardi Crepaldi enfatizou o engajamento da comunidade de Barra do Garças no enfrentamento à violência de gênero. Inspirada na antropóloga Margaret Mead, ressaltou a importância da mobilização coletiva. “Nunca duvide de que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e comprometidos possa mudar o mundo. Na verdade, foi sempre assim que o mundo mudou. Nós percebemos aqui em Barra essa sociedade comprometida e consciente com a defesa dos direitos das mulheres e com a necessidade não só de combater os crimes violentos, mas também de preveni-los”, afirmou.Segundo a promotora auxiliar da Corregedoria, a exposição demonstra que as ações preventivas já produzem resultados concretos ao permitir que estudantes expressem, por meio da arte, a dor, a angústia e a esperança de uma realidade diferente. Ela também lembrou que Mato Grosso registra 38 feminicídios em 2026 e observou que iniciativas como a desenvolvida pela Rede de Frente contribuem para reverter esse cenário.A procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela ressaltou que a experiência de Barra do Garças é frequentemente citada na Rede Estadual de Enfrentamento à Violência como referência de atuação integrada. Segundo ela, a exposição evidenciou o olhar atento da rede para diferentes públicos vulneráveis, como mulheres com deficiência e indígenas, além de transmitir uma mensagem de esperança e transformação social. “Nós sempre falamos da Rede de Frente como a primeira do Estado, como a exemplar”, afirmou.Ao elogiar a articulação entre as instituições da rede de proteção e o poder público, a procuradora destacou que a iniciativa deixa um legado que ultrapassa os limites do município, inspirando outras regiões a investirem em ações semelhantes. “Nós levamos de volta para Cuiabá a esperança de um mundo melhor, de uma sociedade mais humana e mais empática.”Cofundadora da Rede de Frente, a promotora de Justiça Luciana Rocha Abrão David destacou que os resultados alcançados são fruto de mais de uma década de trabalho coletivo. Ela lembrou que a rede foi criada em 2013 e ressaltou que o fortalecimento das ações só foi possível graças ao compromisso de dezenas de instituições e profissionais. Também enfatizou a relevância da participação das escolas e dos estudantes na prevenção da violência. “A prevenção começa na escola. É ali que estamos semeando”, afirmou.Luciana David comemorou a expressiva participação dos alunos nesta edição e destacou o potencial transformador da educação. “Vocês abraçaram de uma forma tão linda essa causa e se tornaram esperança”, disse. Ao encerrar sua fala, citou uma das obras vencedoras da mostra: “O amor não deve ser uma corrente que te afoga. Rompa os laços daquilo que te fere e alcance a luz da sua própria liberdade”.Coordenadora da Mostra Estudantil, a analista assistente social do MPMT Thatyane Domingues Moreira Nunes observou que o projeto chega à nona edição consolidado como uma importante ferramenta de prevenção e transformação cultural. Segundo ela, mais de 600 manifestações artísticas já foram produzidas por estudantes ao longo da história da iniciativa. “Cada tela aqui exposta é mais que uma linda obra. Representa o grito das mulheres por dignidade, respeito e voz. Um grito que não se cala”, afirmou.A presidente da Rede de Frente, Andrea Guirra, ressaltou que a trajetória da entidade é marcada pela união entre instituições e sociedade civil. Ela relembrou conquistas como o reconhecimento nacional da iniciativa e destacou que o principal legado construído ao longo dos anos é o engajamento das pessoas e organizações comprometidas com a prevenção da violência contra a mulher. “O maior ganho de todos é a participação das pessoas e das instituições na Rede de Frente”, afirmou.O juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, o prefeito Adilson Gonçalves de Macedo e a defensora pública Lindalva de Fátima Ramos destacaram a importância da prevenção e do trabalho em rede para a transformação da realidade local. Para o magistrado, “a prevenção e a sensibilização social podem fazer a mudança. A cadeia e a punição, nem sempre”. Já o prefeito ressaltou que a atuação da Rede de Frente contribuiu para modificar comportamentos e ampliar a conscientização entre os estudantes, enquanto Lindalva Ramos relembrou a construção coletiva do projeto desde 2013 e enfatizou o papel das escolas e instituições na consolidação da iniciativa.Sobre a mostra – Realizada pela Rede de Frente em parceria com a Prefeitura de Barra do Garças, a 9ª Mostra Estudantil tem como tema “Cores que Gritam: Dignidade, Respeito e Voz”. A edição de 2026 mobilizou 21 instituições de ensino, incluindo a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e alcançou aproximadamente 7,5 mil estudantes.Ao longo do ano, as escolas desenvolveram atividades de sensibilização, diálogo e reflexão sobre a violência contra a mulher, culminando na produção de pinturas em tela avaliadas por júri técnico, júri artístico e votação popular. Mais do que produções artísticas, as obras expostas materializam um processo educativo construído nas salas de aula e ampliado para toda a comunidade, fortalecendo a conscientização, a prevenção e o protagonismo estudantil na defesa dos direitos das mulheres.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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Inscrições do concurso do Projeto FloreSer são prorrogadas até o dia 16/10
As inscrições para o concurso cultural do Projeto FloreSer foram prorrogadas. Estudantes do Ensino Médio da rede pública estadual de Cuiabá têm até o dia 16 de outubro para enviar suas produções audiovisuais e concorrer à premiação.As inscrições devem ser realizadas pelo hotsite do Projeto FloreSer, no portal do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).O desafio é criar e produzir um vídeo curto, criativo e engajador, destinado às plataformas Instagram, TikTok ou YouTube, abordando o tema “Violências nas relações afetivas adolescentes: como reconhecer e enfrentar”.As produções poderão abordar, entre outros assuntos, violência nas relações de namoro; ciúmes, posse e controle; respeito e autonomia; violência simbólica e digital; relacionamentos afetivos saudáveis; e direitos das meninas e das mulheres.Quem pode participar –Podem participar estudantes regularmente matriculados no 1º, 2º ou 3º ano do Ensino Médio da rede pública estadual de Cuiabá, organizados em equipes de até três integrantes.Os próprios estudantes serão responsáveis pela criação e produção dos vídeos. No momento da inscrição, deverão ser informados os nomes dos participantes, do professor responsável, do diretor e da escola.Também será necessário anexar o vídeo, conforme as especificações previstas no edital, e o respectivo termo de autorização de uso de imagem e conteúdo. Todas as orientações estão disponíveis na página do Projeto FloreSer.Avaliação e votação – Após o encerramento das inscrições, os vídeos serão submetidos a uma avaliação técnica, de acordo com os critérios estabelecidos no edital. As produções selecionadas nessa etapa avançarão para a fase de votação popular.Os três vídeos que obtiverem o maior número de votos serão premiados, assim como as escolas das equipes vencedoras.Regras para os vídeos – Os vídeos deverão ter: duração mínima de 90 segundos e máxima de 2 minutos; ser gravados no formato vertical (9:16); abordar o tema proposto pelo concurso; conter a identificação da escola, série/turma e dos integrantes da equipe; atender às demais especificações previstas no edital.Premiação – As equipes vencedoras receberão:1º lugar: um celular para cada integrante da equipe;
2º lugar: um notebook para cada integrante da equipe;
3º lugar: um tablet para cada integrante da equipe.As escolas públicas das equipes vencedoras também serão contempladas por meio de parceria com a Energisa Mato Grosso, que prevê a implementação de projetos de eficiência energética nas instituições.A iniciativa integra as ações do Projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço e Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).O projeto busca promover, entre adolescentes, a reflexão e o diálogo sobre as violências presentes nas relações afetivas, contribuindo para o reconhecimento de situações de violência e para a construção de estratégias de prevenção e enfrentamento.Inscrições abertas: 25 de agosto a 16 de outubro de 2026.As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário disponível no hotsite do Projeto FloreSer, com indicação obrigatória dos nomes dos estudantes participantes, professor(a) responsável, diretor(a) e escola. Clique aqui para fazer sua inscrição.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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