SAÚDE
61º MEDTROP reúne especialistas e reforça integração entre ciência e vigilância em saúde
SAÚDE
A abertura do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – MEDTROP 2026 aconteceu neste domingo (16), em Brasília. Considerado um dos principais espaços de produção e intercâmbio de conhecimentos sobre doenças tropicais no Brasil e na América Latina, o evento apresenta, como tema da edição, “Saúde nos trópicos: uma visão integradora sob a perspectiva do Sul Global”. São aguardados cerca de 4 mil participantes entre pesquisadores, professores, profissionais de saúde e autoridades do Sistema Único de Saúde (SUS) para discutir desafios atuais e estratégias de enfrentamento das doenças que impactam a saúde das populações.
Representando o ministro Alexandre Padilha, o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS), Fabiano Pimenta, participou da solenidade de abertura, realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ao destacar os papéis da sociedade civil e das instituições parceiras, pontuou que a construção de políticas públicas mais efetivas depende do diálogo, da produção de evidências e da capacidade de transformar o conhecimento científico em ações concretas nos territórios. Em sua fala, lembrou do histórico de participação social ao longo das décadas na disseminação de conhecimentos, contribuições e decisões.
“O nosso SUS foi construído e consagrado graças aos vários movimentos da sociedade e, também, das instituições que atuam com seriedade. Ser aliado nesse trabalho tão importante significa produzir evidências, colaborar, realizar críticas construtivas, apresentar sugestões e apontar caminhos para o aprimoramento das políticas públicas”, declarou Pimenta.
Segundo ele, o enfrentamento das doenças determinadas socialmente engloba a complexidade dos desafios atuais e exige que diferentes setores contribuam de forma articulada, especialmente diante de fatores como as desigualdades sociais e econômicas, as mudanças climáticas e os impactos sobre a ocorrência e a persistência de doenças transmissíveis. “O enfrentamento das doenças negligenciadas exige, além do conhecimento científico, fruto das pesquisas e da medicina baseada em evidências, ações intersetoriais voltadas à redução das disparidades sociais e econômicas que impactam diretamente a incidência e a persistência dessas enfermidades”, enfatizou o secretário da SVSA.
Ciência a serviço da saúde pública
A realização do MEDTROP na capital federal tem um significado histórico. A primeira edição do congresso ocorreu em 1962, em Ribeirão Preto (SP). A última edição realizada na capital federal aconteceu em 1977, há 49 anos. Ao longo do tempo, o congresso se consolidou como um importante espaço multidisciplinar para a produção científica e para o debate de temas estratégicos para a saúde pública.
A programação da 61ª edição, elaborada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, idealizadora do evento, dialoga com as prioridades do Ministério da Saúde, especialmente no fortalecimento de uma vigilância em saúde baseada nas melhores evidências científicas disponíveis. Entre os desafios compartilhados estão a ampliação da capacidade de preparação e resposta oportuna às emergências em saúde pública, principalmente diante dos impactos da crise climática, a retomada das coberturas vacinais aos níveis recomendados e o controle e a eliminação de doenças transmissíveis como problemas de saúde pública.
O combate às doenças tropicais negligenciadas tem lugar de destaque na programação e inclui eventos satélites dedicados a temas estratégicos, como a Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e Leishmaniose, o XIII Workshop Nacional da REDE-TB, o XI Workshop de Genética, Biologia Molecular e Controle de Insetos Vetores de Doenças Tropicais e o 11º Fórum de Doenças Negligenciadas.
A diversidade de temas e a participação de especialistas de diferentes países reforçam o papel do encontro como espaço de articulação científica e de cooperação internacional para o enfrentamento de problemas de saúde que ultrapassam fronteiras. A perspectiva do Sul Global também amplia a discussão sobre soluções desenvolvidas a partir das necessidades e realidades dos países tropicais. Essa cooperação está alinhada à atuação do MS na busca por maior autonomia na produção local de vacinas e no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, estratégias fundamentais para ampliar a capacidade nacional de resposta a emergências e garantir maior soberania na área da saúde.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Carreta do Agora Tem Especialistas oferece consultas e exames de cardiologia no bairro da Penha (RJ)
Pacientes do SUS que precisam investigar ou acompanhar doenças do coração contam com atendimento na carreta de cardiologia do programa Agora Tem Especialistas, instalada no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (14), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a unidade e conheceu a estrutura, que oferece consultas com cardiologista e exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e raio-X digital.
“Com essa nova carreta, os pacientes podem realizar os exames e receber os laudos rapidamente, com acompanhamento de especialistas. É uma estrutura que chega aos municípios para facilitar o acesso ao diagnóstico e agilizar o atendimento de quem precisa de cuidados em cardiologia pelo SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O atendimento especializado também chegará à população de outras cinco cidades brasileiras. Garanhuns (PE), Montes Claros (MG) e Maringá (PR) receberão carretas de saúde bucal, enquanto Feira de Santana (BA) e Belém (PA) contarão com unidades de cardiologia.
Atendimentos em cardiologia e saúde bucal
A carreta de cardiologia instalada no bairro da Penha (RJ) permanecerá no local até 6 de novembro. Já as unidades de Feira de Santana (BA) e Belém (PA) começam a atender no dia 16 de outubro. A previsão é que cada carreta realize mais de 1,5 mil procedimentos mensais.
Nas carretas de cardiologia do programa Agora Tem Especialistas, os pacientes poderão passar por consulta com cardiologista e realizar exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e raio-X digital, que auxiliam no diagnóstico e acompanhamento de doenças cardíacas. As unidades contam com consultório especializado e equipes formadas por cardiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente do cuidado e profissionais de apoio remoto.
Além dos atendimentos em cardiologia, o programa Agora Tem Especialistas também levará serviços de saúde bucal à população. As carretas começam a atender em Garanhuns (PE) e Montes Claros (MG), no dia 15 de outubro, e em Maringá (PR), no dia 16. Nas unidades, os pacientes poderão receber próteses dentárias, realizar tratamento de canal e exames para identificar o câncer bucal, incluindo biópsias de tecidos moles, glândulas salivares e ossos do crânio e da face, além da confecção de placas oclusais. Os atendimentos serão realizados por equipes formadas por cirurgiões-dentistas, técnicos de odontologia, agentes do cuidado e profissionais de apoio.
Cada carreta conta com três consultórios odontológicos completos e uma sala de apoio à odontologia digital, equipada com scanner intraoral, impressora 3D, fresadora odontológica, equipamento de lavagem e cura por luz ultravioleta (UV), raio-X digital intraoral, localizador apical, motores para tratamento de canal e fotopolimerizador. As unidades também possuem Central de Material e Esterilização (CME), sala de espera e espaço de acolhimento para os pacientes.
Carretas já fizeram mais de 1 milhão de procedimentos
O programa Agora Tem Especialistas também disponibiliza carretas de saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem em diferentes regiões do país. Juntas, as unidades móveis já realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos, beneficiando cerca de 480 mil pessoas em mais de 4,5 mil municípios e contribuindo para zerar 104 filas de espera. Atualmente, são 132 carretas em funcionamento, sendo 10 delas em municípios do estado do Rio de Janeiro.
Os atendimentos nas carretas são agendados pela regulação local do SUS, sob responsabilidade dos estados e municípios.
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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