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Festival do Queijo destaca força da produção artesanal de Mato Grosso

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A força da produção de queijos e derivados lácteos da agricultura familiar de Mato Grosso estará em destaque na 3ª edição do Festival do Queijo e Produtos Lácteos, que será realizada nos dias 3 e 4 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (3), às 18h, na Arena Principal – Pavilhão de Eventos.

Promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), com apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), e Sebrae/MT em parceria com o Sindilat, Empreenda Mais Ind., Sistema FIEMT e Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o festival tem como objetivo fortalecer a produção regional, ampliar oportunidades de mercado e valorizar os produtos que vêm conquistando reconhecimento pela qualidade e diversidade.

Durante os dois dias, das 14h às 22h, o público poderá visitar a feira de produtores, conhecer e adquirir queijos artesanais e outros derivados lácteos, além de participar de oficinas práticas, acompanhar a Cozinha Show, aproveitar a praça gastronômica e conferir o Concurso de Queijos de Mato Grosso, que reconhecerá os melhores produtos inscritos em diferentes categorias.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o Festival do Queijo se consolidou como um importante espaço para fortalecer a cadeia produtiva do leite, incentivar a agroindustrialização e ampliar a visibilidade dos produtos mato-grossenses.

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“O Festival do Queijo é uma vitrine da qualidade da produção da agricultura familiar de Mato Grosso. O Governo do Estado tem investido no fortalecimento das agroindústrias, na regularização sanitária e na abertura de novos mercados para que nossos produtores possam crescer, gerar renda e levar produtos cada vez melhores à mesa dos consumidores. Este evento mostra que estamos no caminho certo ao valorizar quem produz com dedicação e qualidade”, afirmou a secretária.

Atualmente, Mato Grosso conta com 44 agroindústrias certificadas com o Selo de Agroindústria de Pequeno Porte (Siapp). A certificação garante segurança alimentar, agrega valor aos produtos e amplia as oportunidades de comercialização para os pequenos produtores rurais.

Um exemplo desse avanço é a queijista Ana Maria de Freitas, do Sítio Dois Corações, em Nossa Senhora do Livramento. Desde que conquistou o Siapp, em outubro de 2025, ela viu sua produção ganhar reconhecimento e alcançar novos mercados.

“Realmente as portas se abriram para nós. Hoje temos uma produção reconhecida, com inspeção e qualidade, e isso transmite segurança ao consumidor. Em 2026 conquistamos medalhas de bronze e prata no Mundial do Queijo, em São Paulo, um reconhecimento muito importante para o nosso trabalho. Neste ano vamos apresentar no concurso estadual o queijo inspirado no Canastra, que recebeu medalha de prata no mundial. A parceria com o Governo do Estado, por meio do Siapp, incentiva os produtores a seguirem investindo na qualidade. Realmente funciona e abre muitas portas.”

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Além de incentivar a excelência na produção, o Concurso de Queijos promove o intercâmbio de conhecimentos entre produtores, estimula a inovação e amplia a visibilidade dos queijos produzidos no Estado, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Com entrada gratuita, o festival também contará com uma ampla programação gastronômica e técnica, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer, degustar e adquirir produtos da agricultura familiar, além de participar de oficinas, assistir às aulas da Cozinha Show e prestigiar os melhores queijos produzidos em Mato Grosso.

Serviço

3º Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso

Data: 3 e 4 de julho de 2026

Horário: das 14h às 22h

Abertura oficial: sexta-feira (3), às 18h, na Arena Principal – Pavilhão de Eventos

Local: Centro de Eventos do Pantanal – Cuiabá

Entrada: Gratuita.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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