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Seduc intensifica ações para prevenir evasão escolar e proteger adolescentes trabalhadores em MT

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MATO GROSSO

Durante o mês de junho, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio do Núcleo de Mediação Escolar, intensificará ações de sensibilização e conscientização voltadas à prevenção e erradicação do trabalho infantil e à proteção do adolescente trabalhador.

A iniciativa integra a Macropolítica de Promoção da Cultura de Paz e busca fortalecer a garantia dos direitos de crianças e adolescentes nas unidades da Rede Estadual de Ensino.

As atividades serão desenvolvidas com base no Orientativo nº 005/2025, que propõe a realização de ações educativas, rodas de conversa, campanhas de sensibilização e momentos de reflexão sobre os impactos do trabalho infantil na saúde, na aprendizagem, no desenvolvimento biopsicossocial e na qualidade de vida de crianças e adolescentes.

A proposta está fundamentada nos princípios dos Direitos Humanos e da proteção integral previstos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Segundo a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a escola exerce papel fundamental na promoção de direitos e na construção de ambientes protetivos.

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“A educação tem a capacidade de transformar realidades. Quando fortalecemos os vínculos entre escola, família e comunidade, ampliamos a proteção das crianças e adolescentes e contribuímos para que tenham acesso a oportunidades de desenvolvimento pleno”, destacou.

Além de promover o debate sobre os prejuízos causados pela inserção precoce de crianças e adolescentes no trabalho, a campanha também busca ampliar o conhecimento da comunidade escolar sobre os mecanismos de denúncia e os serviços que compõem a rede de proteção social.

A iniciativa está alinhada às diretrizes do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, que reconhece a importância das ações educativas permanentes para o enfrentamento dessa violação de direitos.

Para a superintendente de Gestão Escolar, Rosangela Roquette, as ações desenvolvidas ao longo do mês reforçam o compromisso da Seduc com a construção de uma cultura baseada no respeito, na proteção integral e na valorização da infância e da adolescência.

“Falar sobre trabalho infantil é falar sobre garantia de direitos. É promover consciência coletiva, fortalecer redes de apoio e construir uma escola cada vez mais acolhedora, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento humano”, enfatizou.

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A Macropolítica de Promoção da Cultura de Paz compreende a escola como um espaço privilegiado para a formação cidadã, o fortalecimento dos vínculos sociais e a prevenção das diversas formas de violência.

Nesse sentido, as ações propostas para o mês de junho buscam mobilizar toda a comunidade escolar em torno da proteção de crianças e adolescentes, reafirmando a educação como instrumento de emancipação, cidadania e transformação social.

Ao longo do mês, as escolas da Rede Estadual serão incentivadas a desenvolver atividades pedagógicas e intersetoriais que promovam a reflexão sobre os direitos da infância e da adolescência, contribuindo para a construção de ambientes seguros, acolhedores e comprometidos com a Cultura de Paz.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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