MATO GROSSO
“O Hospital Metropolitano me deu uma nova chance de vida”, afirma paciente que passou por cirurgia bariátrica
MATO GROSSO
O Hospital Metropolitano de Várzea Grande, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou 1.632 mil cirurgias de janeiro a abril de 2026. Dessas, 895 foram de ortopedia, 400 de cirurgia bariátrica e 109 de neurocirurgia. Neste período, o hospital já ofertou 14.535 consultas ambulatoriais, 183.325 serviços de diagnósticos e tratamentos,
“Além de ter um grande volume de atendimentos, o Hospital Metropolitano promove mutirões mensais de cirurgias de menor complexidade para atender a população com celeridade. São atendidos pacientes de Várzea Grande e de todo o Estado”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo
Ao longo do ano passado, foram realizadas 5.253 cirurgias, 49.129 consultas ambulatoriais e 532.007 serviços de diagnósticos e tratamentos.
O vendedor Anderson Luiz Niedack, 36 anos, teve uma experiência positiva no Hospital Metropolitano, onde passou por uma cirurgia bariátrica em novembro de 2025. Com 1,90m de altura, ele chegou a pesar 266 quilos e só conseguia se levantar para ir ao banheiro. Por isso, precisou ficar 47 dias internado em tratamento com psicólogos e nutricionistas da unidade para perder peso antes do procedimento.
“O Metropolitano me deu uma nova chance de vida. Eu não andava mais. Se eu ficasse sentado, me faltava o ar. Eu ia ao banheiro, que é do lado do meu quarto, e quando eu voltava, eu já estava sem ar, quase morrendo, por não conseguir respirar. No Metropolitano eu tive uma assistência tão grande, as enfermeiras se tornaram minhas amigas, elas todas me cuidavam muito bem. Eu era monitorado o tempo todo, olhavam a minha glicemia, mediam a minha pressão, perguntavam se eu estava bem, as refeições eram controladas por nutricionistas, e durante esse tempo eu perdi esses 18 quilos até conseguir fazer a cirurgia”, afirmou.
O paciente considera que recebeu no Hospital Metropolitano um tratamento digno de hospital particular. Ele conseguiu recuperar a mobilidade, a capacidade respiratória e a autonomia em atividades diárias.
Crédito: Arquivo Pessoal
“Hoje já tenho seis meses de cirurgia, já perdi 65 quilos, já consigo andar, já consigo ajudar a minha mãe nas atividades domésticas. Respiro bem. Hoje eu já consigo tomar banho em pé, eu já consigo fazer minhas necessidades fisiológicas, sem nenhuma dificuldade, então é realmente outra vida, o Metropolitano me deu uma segunda chance de vida, eu só tenho a agradecer a todos os profissionais de lá. Eu me senti no Hospital Metropolitano como se eu estivesse no hospital particular. Fui muito, muito bem tratado”, contou.
Conforme a diretora do Hospital Metropolitano, Cristiane de Oliveira, os mutirões dão mais qualidade de vida aos pacientes que precisam de procedimentos como colecistectomia (retirada de vesícula), hernioplastia (cirurgia de hérnia) inguinal e umbilical, fechamento de enterostomia (no abdômen) e hemorroida.
“Só neste ano, já fizemos 109 cirurgias gerais em mutirões, mas também realizamos muitos outros procedimentos cirúrgicos, inclusive a cirurgia bariátrica, que melhora muito a
O Hospital Metropolitano conta com 239 leitos operacionais, sendo 178 leitos de enfermaria, 50 leitos de UTI, cinco leitos de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) e seis leitos de estabilização, além de cinco salas cirúrgicas e 14 consultórios.
A unidade tem perfil cirúrgico e é referência em ortopedia, traumatologia, cirurgia bariátrica e cirurgia geral.
A SES-MT investiu, desde 2019, R$ 61 milhões em adequações e reformas do Hospital Metropolitano, mantido pela SES-MT em Várzea Grande. Foram reformados Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico, Pronto Atendimento, Central de Material e Esterilização (CME), ambulatórios, administrativo, recepção, enfermarias e fachada. Em 2020, o hospital atuou como referência no enfrentamento à Covid-19, com a ampliação de leitos de enfermaria e de UTI.
Investimentos em Várzea Grande
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) tem investido para melhorar o atendimento em saúde da população de Várzea Grande, que teve os 159 anos comemorados na sexta-feira (15.5).
De 2019 até março de 2026, a SES-MT transferiu R$ 330 milhões em repasses obrigatórios e extraordinários ao município de Várzea Grande.
Desse total, foram R$ 113 milhões aplicados na Média e Alta Complexidade (MAC), R$ 54 milhões para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), R$ 52 milhões para custeio, R$ 40 milhões para Unidade de Pronto Atendimento (UPA), R$ 22 milhões para investimentos e R$ 26 milhões para a execução do Programa Fila Zero na Cirurgia.
Além dos repasses obrigatórios ao município, a SES forneceu 19 equipamentos necessários para o funcionamento da nova Unidade de Coleta de Sangue e Hemocomponentes, inaugurada em novembro do ano passado pela Prefeitura de Várzea Grande, no bairro Cristo Rei.
Os itens incluem poltronas de coleta de sangue, leitores de código de barras, refrigerador para armazenamento de bolsas de sangue, bancadas, suporte de soro e freezer -30ºC, e totalizam o investimento de R$ 28.415.66. A SES ainda capacitou a equipe da nova unidade de coleta durante 12 dias.
“A população de Várzea Grande é muito bem-vinda para doar sangue na sede do MT Hemocentro na região central de Cuiabá, mas agora conta com uma unidade bem equipada e com uma equipe bem treinada para atendê-la no próprio município”, avaliou o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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