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Congresso Brasileiro de Soja celebra 50 anos da Embrapa

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Começa nesta terça-feira (21.07), em Campinas (cerca de 100 km da capital, São Paulo), a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) promete movimentar o setor produtivo nacional. O evento será realizado no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro e trará uma agenda ampla voltada à ciência, tecnologia, sustentabilidade e agregação de valor à cadeia da soja. A décima edição do CBSoja acontece em conjunto com o Mercosoja, reforçando o caráter internacional do encontro.

Promovido pela Embrapa Soja, o congresso é considerado o principal fórum técnico-científico da cadeia da oleaginosa na América do Sul. A expectativa é reunir mais de 2 mil participantes, entre pesquisadores, produtores, profissionais do agro, estudantes e representantes de empresas públicas e privadas ligadas ao setor.

Este ano o congresso terá um sabor especial: celebra os 50 anos da Embrapa Soja, marco que será lembrado com uma programação robusta voltada ao protagonismo da ciência no desenvolvimento da cultura. A agenda técnica deve incluir debates sobre os principais desafios da produção nos próximos anos, como inovação genética, manejo sustentável, biotecnologia, mudanças climáticas, defesa vegetal e políticas de inclusão produtiva.

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O local escolhido para o evento é estratégico: o Expo Dom Pedro está próximo ao aeroporto de Viracopos e conta com acesso facilitado às principais rodovias do interior paulista, além de estar ao lado de um dos maiores shoppings da América Latina. A estrutura oferece acessibilidade, climatização e espaço amplo para expositores.

Mais do que uma vitrine de conhecimento, o CBSoja 2025 pretende ser um espaço de conexão entre os diversos elos da cadeia, promovendo o intercâmbio entre ciência, mercado e produtor rural. A iniciativa reforça o papel da Embrapa como articuladora de um sistema de inovação que envolve o setor público, privado e os agricultores brasileiros.

As inscrições, programação acesse aqui.

SERVIÇO
10º Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e Mercosoja 2025
Data: 21 a 24 de julho de 2025
Local: Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro – Campinas (SP)

Fonte: Pensar Agro

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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